Educação

Haddad e Bora exaltam comunidade da Vila Isabel e prometem enredo construído ‘com carinho e respeito’


Gabriel Haddad e Leonardo Bora foram felizes ao realizar seu primeiro trabalho na Unidos de Vila Isabel no último carnaval. A dupla foi responsável pelo terceiro lugar da agremiação com o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, sobre a vida de Heitor dos Prazeres, um dos grandes nomes da história do samba, que esteve no surgimento das escolas e na consolidação do próprio samba.

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Em primeiro lugar, os carnavalescos falaram sobre o desfile de 2026, o resultado e o pós-carnaval, que inclusive levou o Pierrot Apaixonado com a face de Heitor à Casa Brasil, localizada ao lado do CCBB. Gabriel destaca este momento e a continuidade que os carnavais que ambos levaram à Sapucaí possuem, enquanto Leonardo pontua o afeto ao longo do processo de 2026 e a poesia que guiou a escola do bairro de Noel para a Passarela do Samba, para contar a vida de Heitor dos Prazeres.

“Era um desejo nosso trabalhar com o Heitor, mergulhar mais profundamente na vida e na obra dele. Era e ainda está sendo um momento muito importante para a Unidos de Vila Isabel, uma escola que possui uma comunidade potente, que queria cantar um enredo poético e que falava da própria memória carnavalesca.

O desfile expressou essa poeticidade, trouxe esse perfume, que é uma palavra usada no belíssimo samba. É esse perfume dos outros carnavais, da nostalgia carnavalesca, que tanto nos anima e pela qual nós somos apaixonados.

Foi um momento muito feliz, temos muito orgulho de ter construído essa narrativa junto da Vila Isabel e de todo o povo do samba. O torcedor da Vila pode ter certeza de que 2027 será mais um enredo construído com muito respeito à memória dessa escola, com muito carinho, com muito cuidado”, declarou Leo.

“Ainda está se desdobrando. O Pierrot Apaixonado foi para a Casa Brasil agora, em exposição.

Estamos em contato com a família do Heitor para continuarmos esse desdobramento, como fizemos em outros carnavais, como Bispo do Rosário na Cubango e o Exu na Grande Rio. É importante as escolas ficarem em evidência fora do momento do desfile, é isso que a gente busca sempre.

A Vila fez um carnaval muito feliz, desde a escolha do samba, o anúncio do enredo na Pedra do Sal, como tudo foi se desenhando, até chegar a um grande desfile que disputou o título, junto com o Viradouro e a Beija-Flor. Foi uma disputa muito bonita este ano entre as escolas, qualquer uma das três podia ter sido campeã.

Estamos muito felizes de continuar, fazer um grande projeto para 27 e seguir confiando e buscando essa energia positiva da comunidade da Vila Isabel”, pontuou Gabriel.

Por fim, eles abordaram a parceria do Povo do Samba com a China, através do consulado do país, e destacaram a importância que qualquer tipo de parceria tem para o carnaval como fonte de recursos, além de afirmarem que não negam que, algum dia, algo interessante relativo ao país possa virar enredo, dando Rosa Magalhães como exemplo.

“O carnaval hoje em si, e não só o carnaval da Vila Isabel, mas das doze escolas do Especial, das escolas do Grupo de Acesso, tanto da Sapucaí quanto da Intendente Magalhães, está precisando de parcerias, investidores, gente de boa vontade para investir, e que a gente veja um retorno para as comunidades, para as pessoas que trabalham no carnaval. E é isso que as escolas estão buscando: uma melhoria no chassi, uma melhoria na quadra.

Vão buscar ajuda, e elas são bem-vindas. Claro, para o futuro, não vou dizer algo como ‘nunca faria tal enredo’, um enredo sobre pedra como a Rosa fez na Estácio, e que foi um enredo lindíssimo desenvolvido por ela, por exemplo”, destacou Gabriel Haddad.

“É uma parceria que vai além de uma ideia de enredo, é uma ideia de investimento no Carnaval em si, em uma escola de samba, uma instituição, como são as escolas de samba do Rio de Janeiro. São coisas que vão acontecendo, mas é uma coisa muito mais ampla do que um enredo em si.

O Gabriel citou Rosa, essa mestra e referência. Em 2004 e em 2005, na sequência, a Rosa nos brindou com dois enredos muito interessantes, com duas Chinas muito diferentes e maravilhosas”, encerrou Leonardo Bora.

Fonte: Carnavalesco.

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