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Cláudio Castro reage à operação da PF e nega favorecimento à Refit em vídeo nas redes; assista


O ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro divulgou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (15) para rebater as acusações envolvendo a Operação Sem Refino, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de favorecimento ao grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro.

No pronunciamento, Castro afirmou que sempre esteve “inteiramente à disposição da Justiça” e declarou ter “absoluta convicção da lisura” dos atos praticados durante sua gestão à frente do governo estadual.

“Diante dos fatos de hoje, gravei um vídeo para esclarecer pontos importantes que estão sendo ignorados e apresentar a verdade. Quem acompanha a minha trajetória sabe do compromisso que sempre tivemos com a legalidade, com o interesse público e com o Rio de Janeiro”, declarou o ex-governador.

Segundo a Polícia Federal, a operação investiga possíveis crimes relacionados ao setor de combustíveis, incluindo suspeitas de favorecimento tributário e lavagem de dinheiro. A ação foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

“Assim como fiz em toda a minha vida pública, sobretudo nos anos em que governei o estado do Rio de Janeiro, me manterei inteiramente à disposição da Justiça para prestar quaisquer esclarecimentos necessários”, afirmou.

Defesa pública

No vídeo publicado nas redes sociais, Castro afirmou que sua defesa apresentará um memorial à Justiça com detalhes para contestar o que chamou de “relações irresponsáveis apresentadas pela autoridade policial”.

O ex-governador também argumentou que o Rio de Janeiro teria sido o único estado a conseguir cobrar valores bilionários da empresa investigada. Segundo ele, o acordo firmado durante sua gestão já teria devolvido mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

“Perguntem quem estaria beneficiando devedores e, ao mesmo tempo, cobrando o pagamento de dívidas”, afirmou Castro no vídeo.

Lei do Refis

Outro ponto citado por Castro foi a Lei Complementar 225/2025, mencionada nas investigações. A Polícia Federal apura se a norma teria beneficiado o grupo Refit.

O ex-governador negou qualquer irregularidade e afirmou que a legislação seguiu recomendação do Conselho Nacional de Secretários de Fazenda (Confaz), aprovada pelos 27 estados brasileiros.

Castro declarou ainda que a empresa investigada sequer teria aderido ao programa criado pela lei.

Segundo ele, a renegociação das dívidas ocorreu após decisão judicial baseada em legislação estadual aprovada anteriormente pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Assista:

Viagem aos Estados Unidos

O ex-governador também rebateu menções feitas pela investigação sobre um encontro ocorrido nos Estados Unidos com o empresário ligado à Refit.

Castro afirmou que participou de um fórum promovido pela revista Veja e disse que diversas autoridades brasileiras estavam presentes no evento, incluindo integrantes do Legislativo e do Judiciário.

“Eu participei de um fórum promovido pela principal revista semanal do país, a Veja. O que tem a ver um patrocinador privado de um evento promovido por uma revista?”

Durante o pronunciamento, ele citou a presença do ministro Luís Roberto Barroso, então presidente do Supremo Tribunal Federal, na abertura do encontro.

Operação Sem Refino

A Operação Sem Refino cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Além de Castro, o empresário Ricardo Magro também foi alvo da ação.

As investigações apontam suspeitas de ocultação patrimonial, evasão de recursos e uso de estruturas empresariais para movimentações financeiras irregulares no setor de combustíveis.

A operação também determinou bloqueios bilionários de ativos financeiros ligados aos investigados.

Ao fim do vídeo, Castro afirmou continuar acreditando na Justiça brasileira e pediu que apoiadores compartilhassem sua mensagem nas redes sociais. “Assistam e compartilhem.

A verdade precisa prevalecer”, encerrou sua mensagem.

Fonte: Agenda do Poder.

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