Segurança Pública

Maricá quintuplica passageiros offshore em dois anos


O Aeroporto de Maricá (RJ) consolidou-se como um polo logístico estratégico para a indústria offshore, com transporte aéreo de trabalhadores para unidades marítimas de produção de petróleo e gás. Segundo levantamento do Programa Macrorregional de Caracterização de Tráfego de Aeronaves (PMCTA), o aeroporto transportou 69 mil passageiros em 2024 — quase cinco vezes mais do que em 2022, quando o número era de 14 mil.

O crescimento de 396% em dois anos é o maior registrado na série histórica do programa.

O PMCTA, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e financiado pela Petrobras, consolida dados de dez operadoras da indústria em uma única análise. Entre 2022 e 2024, o programa monitorou o transporte de 2,58 milhões de passageiros pelas Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, refletindo crescimento de 21% no período.

Segundo Thalita Furtado, coordenadora do PMCTA, os dados revelam a complexidade logística envolvida na produção offshore. “Antes de chegar às plataformas, milhares de trabalhadores dependem de uma rede que envolve aeroportos, transporte terrestre, hospedagem, infraestrutura regional e planejamento operacional”, explica.

O avanço do Aeroporto de Maricá contrasta com o recuo registrado em Macaé, base histórica do transporte offshore brasileiro. O Aeroporto Joaquim de Azevedo Mancebo registrou queda de 19% no número de passageiros, de 121 mil em 2022 para 98 mil em 2024.

A movimentação simultânea indica um realinhamento nas rotas operacionais das empresas que atuam na Bacia de Campos, refletindo mudanças estratégicas na logística do setor.

A cidade de Maricá, com crescimento acelerado na movimentação de trabalhadores offshore, se destaca no cenário nacional e demonstra a importância de investimentos em infraestrutura aeroportuária, planejamento operacional e integração com o transporte terrestre e portuário, consolidando seu papel no desenvolvimento econômico regional e na cadeia produtiva do setor de petróleo e gás.

Fonte: Diariodoporto.

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