Educação

PUC-Rio cria primeira bolsa perpétua após doação de R$ 2,5 milhões de ex-alunos


A PUC-Rio oficializou nesta quinta-feira (2/7) a criação da primeira bolsa perpétua da história da universidade, a partir de uma doação de R$ 2,5 milhões feita pelo casal de ex-alunos Belkiss Ferraz de Castro e Carlos Infante de Castro. O valor será destinado ao Fundo Patrimonial da instituição e permitirá financiar, de forma contínua, estudantes de baixa renda em cursos das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM).

A iniciativa foi formalizada em cerimônia com a presença do reitor da PUC-Rio, padre Anderson Pedroso, da presidente da Associação dos Antigos Alunos (Alumni PUC-Rio), Barbara Cristhian, além dos doadores.

O modelo da bolsa é baseado em fundo patrimonial: o valor principal permanece preservado e apenas os rendimentos são utilizados para financiar novos estudantes ao longo do tempo. Segundo a universidade, o objetivo é garantir uma fonte permanente de apoio à permanência estudantil.

Bolsa cobre graduação e custos de vida

A primeira bolsa perpétua será destinada a estudantes de baixa renda aprovados em cursos STEM e poderá cobrir integralmente os custos da graduação. O benefício inclui mensalidade, alimentação, transporte e, quando necessário, moradia.

O primeiro estudante beneficiado deve ingressar na universidade no vestibular de 2027.

Para o reitor da PUC-Rio, a iniciativa reforça o papel social da instituição. “Cada gesto de doação nasce da gratidão e tem o poder de transformar vidas por muitas gerações”, afirmou.

Modelo de doação busca impacto contínuo

A presidente da Alumni PUC-Rio destacou que o projeto pode estimular novas contribuições ao fundo patrimonial e fortalecer a cultura de doação no país. Segundo ela, a bolsa representa um modelo de impacto permanente na educação superior.

O casal doador tem trajetória de longa relação com a universidade. Carlos Infante de Castro, engenheiro formado pela PUC-Rio, afirmou que a iniciativa é uma forma de retribuição.

Já Belkiss Ferraz de Castro atuou por mais de 40 anos na educação básica e participou de projetos voltados à inovação e equidade educacional.

Fundo patrimonial deve crescer nos próximos anos

O Fundo Patrimonial da PUC-Rio foi relançado em 2024 e reúne atualmente cerca de R$ 7 milhões. A meta é alcançar R$ 35 milhões até 2028.

Desde 2019, a rede Alumni já mobilizou mais de R$ 30 milhões em projetos de impacto imediato e estrutural.

Além da nova bolsa perpétua, a instituição mantém outros programas de apoio estudantil, como bolsas permanência e iniciativas de mentoria e formação profissional.

O modelo segue tendência internacional de universidades que utilizam fundos patrimoniais para garantir financiamento contínuo de ensino, pesquisa e inovação.

Fonte: Diariodoporto.

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