Como ler e interpretar pesquisas eleitorais Palestrantes: Fernando Rodrigues (Poder360); Márcia Cavallari (Ibope); Mauro Paulino (Datafolha) Moderação: José Roberto de Toledo (piauí/Abraji) Foto: Alice Vergueiro/Abraji

Como ler e interpretar pesquisas eleitorais Palestrantes: Fernando Rodrigues (Poder360); Márcia Cavallari (Ibope); Mauro Paulino (Datafolha) Moderação: José Roberto de Toledo (piauí/Abraji) Foto: Alice Vergueiro/Abraji — Foto: Wikimedia Commons (CC BY 2.0) — Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo

Ricardo couto

Datafolha: 28% dos eleitores do RJ avaliam positivamente governo de Ricardo Couto


De acordo com pesquisa divulgada pela Datafolha, 28% dos eleitores no Rio de Janeiro avaliam positivamente o governo interino do desembargador Ricardo Couto. A pesquisa, realizada entre 18 e 21 de agosto, mostrou que 38% dos entrevistados consideram a gestão como regular, enquanto 16% a classificam como ruim ou péssima. Além disso, 18% não souberam avaliar o governo interino.

A aprovação da administração presidida por Couto foi declarada por 47% dos entrevistados, contra 31% que a desaprovam e 22% que não opinaram. A pesquisa conta com o registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número RJ-02945/2026 e ouviu um total de 1.204 eleitores, com uma margem de erro de três pontos percentuais para mais ou menos.

Ricardo Couto assumiu o comando do estado do Rio de Janeiro em 24 de março, após a renúncia do ex-governador Cláudio Castro (PL). Desde então, tem se dedicado a auditorias em contratos e a exonerações em massa de supostos funcionários fantasmas.

A Ascensão de Couto ao governo foi possível devido ao afastamento do então presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar (União), em dezembro, e a subsequente cassação de seu mandato em março pelo TSE. A Alerj encontrava-se sem presidente e, com isso, Couto assumiu o Palácio Guanabara em um contexto de comando interino.

Embora o deputado Douglas Ruas (PL) tenha sido eleito presidente da Alerj em 17 de abril, Couto manteve-se no cargo por meio de uma liminar do ministro Cristiano Zanin, do STF, que foi apoiada pelo plenário da Corte. Ruas havia argumentado que a permanência de Couto no governo subvertia a linha sucessória prevista na Constituição do Rio de Janeiro, mas suas solicitações foram negadas.

A questão da sucessão no governo do estado do Rio de Janeiro foi suposto ser analisada pelo STF na quarta-feira (19), mas o processo foi retirado da pauta e não há uma nova data para a revisão do caso.

Comentários

Carregando comentários...

Deixe seu comentário (Aberto)