Eduardo Paes: sabatina com candidatos ao governo do Rio — Foto: YouTube/Jornal O Globo
Eduardo Paes diz que crime organizado 'sentou no Palácio Guanabara' e promete unificar Segurança
O pré-candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (PSD) participou nesta quinta-feira (17) da série de sabatinas promovida por CBN, O Globo, Extra e Valor Econômico com os quatro candidatos mais bem colocados na pesquisa do dia 25. Na entrevista, conduzida por Bianca Santos, Leandro Rezende, Tiago Prado, Bernardo Mello Franco e Francisco Góes, Paes atacou o governo Cláudio Castro (PL), defendeu a unificação das polícias e rebateu críticas sobre sua posição em relação à ADPF das Favelas.
Questionado por Bernardo Mello Franco se teria errado ao aderir ao discurso contra a ADPF, Paes negou e disse que sua entrada como amicus curiae no Supremo foi o que provocou mudanças. ‘O fato de nós termos entrado como amigo da corte é que fez com que a Polícia Federal entrasse na investigação das relações de políticos com o crime organizado’, afirmou. Ele acrescentou que ‘o crime organizado sentou no Palácio Guanabara’ e citou o caso de um ex-subsecretário da Casa Civil que teria repassado informações ao Comando Vermelho.
O candidato também criticou o que chamou de uso político da ADPF pelo governo estadual. ‘O governo Cláudio Castro, com suas relações com o crime, usava a ADPF o tempo todo para justificar tudo no Rio de Janeiro’, disse, referindo-se ao Complexo de Israel. ‘O Complexo de Israel não é uma favela. É o bairro de Braz de Pina, com ruas sinuosas, serviços públicos, tudo funcionando.’
Sobre segurança pública, Paes apresentou propostas. ‘Primeira coisa é tirar o crime de dentro do Palácio Guanabara, das instâncias de poder’, declarou, lembrando que ‘o governo do PL no Rio teve quatro secretários presos com ligações com o crime organizado’. Ele defendeu ‘tirar a política da polícia’ e ‘unificar a Secretaria de Segurança’. ‘Quando ninguém manda, ninguém é responsável, você não tem como cobrar resultado’, justificou.
Paes ainda prometeu medidas no sistema penitenciário. ‘Os presídios do Rio são spas de luxo. A média de presos trabalhando no Brasil é de 30%. No Rio é 2,6%’, afirmou, citando a apreensão de 80 celulares na semana passada. Ele defendeu ainda uma força-tarefa permanente com Coaf, Receita Federal, Ministério Público e Judiciário para asfixia financeira do crime.
A sabatina ocorre em um momento decisivo para as eleições 2026 no Rio. A cobertura do Rio Carta acompanha as propostas dos pré-candidatos e fiscaliza o legado do governo Cláudio Castro, marcado por escândalos e operações letais. A entrevista completa está disponível no canal do Jornal O Globo.
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