Baleia está presa na Baía de Guanabara?
Segurança Pública

Baleia está presa na Baía de Guanabara?


Um vídeo postado neste domingo (28) por canoístas do Canto Va’a na altura da Prainha da Glória chamou a atenção nas redes sociais. O novo avistamento reforçou uma dúvida que circula entre os cariocas: afinal, é a mesma baleia que vem sendo vista há uma semana na Baía de Guanabara?

Até o momento, não há confirmação de que seja o mesmo animal, apesar de biólogos estarem monitorando a movimentação nas proximidades, com recentes avistamentos.

“Não se pode afirmar que é o mesmo animal. As imagens que temos disponíveis não permite afirma isso.

Inclusive já foram vistas baleias juvenis e adultas. Temos o registro de pelo menos duas baleias”, afirma Liliane Lodi, pesquisadora do projeto Ilhas do Rio.

O avistamento de baleias na Baía de Guanabara vêm chamando a atenção de pescadores, esportistas e moradores da cidade. A repetição dos flagrantes alimentou especulações sobre uma possível dificuldade de algum animal em encontrar a saída da baía, mas, até o momento, não há indícios para esse alarde.

“A população das baleias jubartes está se recuperando e esses animais estão voltando a ocupar antigas áreas de distribuição geográfica”, explica Liliane sobre a presença mais constante de baleias na Baía de Guanabara.

“Aparentemente elas estão em bom estado de saúde e, por enquanto, não há motivos para preocupação. O único problema é que a Baía de Guanabara é uma área com intenso tráfico de embarcações, então é importante alertar que as embarcações reduzam a velocidade e procurem não se aproximar do animal.

A distância permitida é de no mínimo 100 metros pra não molestar o animal”, afirma.

O vídeo mais recente mostra a baleia emergindo a poucos metros de uma canoa havaiana. Apesar da proximidade, os remadores mantiveram distância e acompanharam o animal por alguns instantes.

A temporada de avistamento de baleias no litoral do Rio costuma ocorrer durante o inverno, quando cetáceos passam pela costa brasileira durante a migração.

Fonte: VEJA RIO.

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