Abertura da 4ª Sessão Legislativa da 13ª Legislatura da ALERJ. Fala do Presidente do TJRJ como Governador em Exercício — Foto: Wikimedia Commons (CC BY 4.0) — TV ALERJ
O governador em exercício do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, realizou um novo corte bilionário como parte de sua revisão de programas e despesas públicas. Entre as suspensões, destaca-se a derrubada do Programa Sentinela, um projeto lançado pelo ex-governador Cláudio Castro (PL), que possuía uma estimativa de custo de R$ 2 bilhões, segundo veja.abril.com.br (https://veja.abril.com.br/politica/o-novo-corte-bilionario-de-ricardo-couto-no-governo-do-estado-do-rio-de-janeiro/).
A iniciativa do governo Castro previa a instalação de 200 mil câmeras em todo o estado do Rio de Janeiro. Com a suspensão, o decreto foi publicado no Diário Oficial da quinta-feira, 9. O governo estadual explicou que a intenção era ‘cortar gastos considerados muito altos e adequar as iniciativas às prioridades da administração pública’.
Em entrevista dada à VEJA, Couto havia mencionado que o governo anterior havia previsto despesas muito acima das receitas e havia solicitado ao Tribunal de Contas do Estado para avaliar esses gastos, como a compra de 220 mil câmeras de segurança para reconhecimento facial, que faziam parte do agora cancelado Projeto Sentinela.
Couto destacou que, em um prazo de quatro anos, apenas 60 mil dessas câmeras seriam instaladas, armazenando as restantes 160 mil, que naturalmente seriam defasadas em pouco tempo. ‘É esse tipo de despesa que não vai mais ocorrer. Agora, é preciso incluir também ganhos do lado da receita para fechar a conta no azul’, disse ele à VEJA.
Além disso, Couto já exonerou mais de 4 mil funcionários comissionados e a expectativa é que esse número possa chegar a 6 mil, com secretarias e entidades ainda sendo auditadas pela Casa Civil. A auditoria de todos os contratos públicos também foi determinada pelo governador interino.
Esperam-se economias de mais de R$ 230 milhões aos cofres do estado até dezembro de 2026, como resultado dessas demissões em massa, que incluem funcionários fantasmas. O desembargador herdou um déficit de R$ 19 bilhões para 2026, mas prometeu fechar as contas com superávit de R$ 5 bilhões ao deixar o Palácio Guanabara.
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