O megacomplexo turístico Maraey, avaliado em R$ 11 bilhões, inicia oficialmente suas obras em Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. A decisão da 2ª Vara Cível de Maricá rejeitou o pedido do Ministério Público para suspender o projeto, reconhecendo a regularidade das licenças ambientais emitidas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) ao longo de mais de 15 anos.
Segundo os responsáveis pelo empreendimento, a construção deve gerar aproximadamente 9 mil empregos diretos durante a fase de implantação e 4,5 mil postos permanentes quando entrar em operação.
Primeira fase: hotéis e residências de alto padrão
A primeira etapa do Maraey, orçada em R$ 4,5 bilhões, contempla a construção de três hotéis internacionais, incluindo o primeiro Ritz-Carlton Reserve da América do Sul, um resort all-inclusive da rede JW Marriott e o resort temático Rock in Rio. Além disso, serão erguidas 244 branded residences, unidades residenciais associadas a marcas de luxo, e instalados equipamentos esportivos, centro de convenções e estruturas voltadas à sustentabilidade e preservação ambiental.
O CEO do Maraey, Emilio Izquierdo, destacou que a decisão judicial representa o reconhecimento da consistência do licenciamento ambiental e da transparência do processo de implantação. “É um momento importante, em que anos de planejamento, estudos e diálogo institucional começam a se traduzir em entregas concretas para Maricá”, afirmou.
O canteiro de obras atualmente emprega cerca de 60 trabalhadores, número que deve subir para 260 até setembro.
Promessa de sustentabilidade e integração à comunidade
O Maraey promete também a criação de uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), recuperação de áreas degradadas, implantação de ciclovias e ações de preservação ambiental. A primeira fase inclui a construção do sistema viário principal, que conectará os distritos de Itaipuaçu, Centro e Ponta Negra, além de medidas para integrar a comunidade local de Zacarias às oportunidades de emprego e capacitação.
O projeto contempla ainda uma escola de hotelaria certificada pela École Hôtelière de Lausanne, referência mundial em educação para o setor. Segundo a empresa, o complexo foi desenhado com diretrizes voltadas à sustentabilidade, segurança e qualidade de vida, seguindo padrões internacionais e buscando atrair turistas nacionais e estrangeiros.
Histórico de impasses
O Maraey enfrentou anos de questionamentos e entraves ambientais, que retardaram a implantação do empreendimento. Em agosto de 2025, a Segunda Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia autorizado a retomada das obras após revisão das licenças ambientais, encerrando um período de paralisação judicial que se estendeu por mais de uma década.
Recentemente, o Ministério Público tentou suspender novamente a construção, mas a Justiça confirmou a continuidade das intervenções.
Fonte: Diariodoporto.
Carregando comentários...