‘É inegociável’: irmãos Vieira descartam acordo com Paes e mantêm Helena candidata ao Senado; vídeo
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Se ainda havia esperança de Eduardo Paes dissuadir o PSDB de lançar a vereadora Helena Vieira na disputa ao Senado, o quadro mudou completamente nesta segunda-feira. Chefe de um dos mais importantes clãs políticos da Baixada Fluminense, o prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira, gravou um vídeo ao lado do irmão, o deputado federal Luciano Vieira, para afastar qualquer possibilidade de acordo em torno da suplência de Pedro Paulo. Hoje pela manhã, Luciano — que preside o PSDB fluminense — reuniu-se com Paes, de quem ouviu apelos para que a irmã deixasse a disputa e integrasse a chapa do pré-candidato do PSD como primeira suplente. Pressionado, Luciano saiu pela tangente e afirmou que iria pensar. O tiro parece ter saído pela culatra. Já no início da noite, os irmãos fizeram questão de reiterar o caráter inegociável da candidatura de Helena. — Depois da vitória maravilhosa do Brasil sobre o Japão por 2 a 1, quero deixar bem claro que a candidatura da nossa senadora Helena Vieira não está condicionada a absolutamente nada, muito menos a qualquer suplência. É inegociável. A candidatura está de pé e nós vamos eleger a melhor senadora do Estado do Rio de Janeiro, porque o Estado do Rio de Janeiro precisa, e a nossa Baixada Fluminense também precisa. Então, vamos embora! Bora, São João! Bora, Helena! Bora, senadora! — afirmou Léo Vieira, sepultando as negociações em torno da renúncia de Helena para apoiar Pedro Paulo. Confira o vídeo: As negociações Como revelou o colunista Ricardo Bruno, o deputado Pedro Paulo tem se dedicado intensamente à escolha de seus suplentes na candidatura ao Senado. Se Eduardo Paes ou Lula forem eleitos, Pedro deverá ocupar uma supersecretaria estadual ou até mesmo um ministério. Portanto, a suplência do político é quase um bilhete premiado — obviamente, em caso de vitória nas eleições de outubro. Cenários Há três cenários em construção, a depender da reação dos aliados e da conjuntura. O primeiro busca o equilíbrio ideológico. Notoriamente liberal, Pedro teria a primeira e a segunda suplências ocupadas por nomes de esquerda. O modelo daria tração à candidatura na centro-esquerda, numa tentativa de se firmar como o segundo voto do eleitor de Benedita da Silva. Os nomes à mesa são Alessandro Molon (PSB) para a primeira suplência e Miro Teixeira (PDT) para a segunda. Se aceitarem, a chapa de Pedro Paulo ao Senado teria peso e densidade política inigualáveis: um candidato de centro chancelado por duas legendas da esquerda fluminense. “Seria muita política numa só chapa”, admite o próprio Pedro Paulo. A força dos Vieira Havia também a hipótete de convencer a candidata do PSDB, Helena Vieira, a integrar a chapa como primeira ou segunda suplente. Essa composição multiplicaria a força popular da candidatura em regiões da Baixada Fluminense e da Zona Norte, alavancada pela potência eleitoral da família Vieira. O prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira, tem um dos maiores índices de aprovação do estado. Seu irmão, o deputado federal Luciano Vieira, desponta como um dos mais votados no próximo pleito. A dupla pilota uma máquina eleitoral poderosíssima. Ocorre que Helena já recusou a oferta e segue candidata ao Senado, a despeito da forte pressão de Eduardo Paes. Na manhã desta segunda-feira, Paes se reuniu com Luciano para voltar ao tema. Falou sobre a importância do gesto do PSDB em sua direção. O presidente dos tucanos flumineneses pediu tempo para pensar. Ao deixar a sede do PSD em Botafogo, contudo, disse para aliados que a irmã não abre mão da candidatura. O mesmo ocorre com o vereador Marcos Dias (Podemos), pastor da Assembleia de Deus. Em entrevista ao programa Jogo do Poder, ele já afirmou que sua candidatura é irreversível e inegociável. Apoiador de Paes, acredita que sua postulação é importante para o ex-prefeito por facilitar a captação de votos do campo evangélico para o candidato do PSD. Ronaldo, o nome de Kassab Também foi colocado à mesa o nome do ex-deputado Ronaldo Cesar Coelho. Empresário bem-sucedido, Ronaldo tem boa reputação por sua trajetória reta e ilibada na política como ex-deputado federal e ex-secretário municipal de Saúde de Cesar Maia. O nome tem a chancela do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Neste caso, teríamos uma chapa puro-sangue, marcadamente de centro. Ronaldo reforçaria o perfil liberal já associado a Pedro Paulo. C
Fonte para revisão: Agenda do Poder.
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