No Rio (e Brasil), a fila do perdão a Casemiro, destaque da partida
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No Rio (e Brasil), a fila do perdão a Casemiro, destaque da partida


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No Rio (e Brasil), a fila do perdão a Casemiro, destaque da partida

Brasil 2 x 1 Japão e o personagem foi Casemiro, nesta segunda (29/06) em que o Rio quase parou, agravado pela greve dos motoristas de ônibus. O volante de 34 anos passou boa parte do primeiro tempo sendo massacrado nas redes sociais, com críticas pesadas, memes, montagens, pedidos de aposentadoria da Seleção e comentários dizendo que ele “não acompanhava mais o ritmo do jogo”. Durante a transmissão, muitos torcedores também questionavam sua permanência entre os titulares.

Veio o segundo tempo e logo no início Gabriel Magalhães cruzou e Casemiro subiu mais alto abrindo o placar de cabeça. Nos acréscimos, Martinelli marcou outro. O camisa 5 terminou eleito pela Fifa o melhor jogador em campo. Os gritos do seu nome no Baixo Gávea, por exemplo, um dos pontos lotados para os jogos, foram intensos.

Nas redes, a “fila do perdão” está infinita e, nos mesmos perfis que minutos antes pediam sua saída, passaram a publicar elogios, memes de retratação e pedidos de desculpas.

A montanha-russa não surpreende o psicanalista Arnaldo Chuster: “O pensamento grupal segue lógicas muito restritivas. Uma delas podemos chamar de luta e fuga. É exatamente isso que ocorre: vai-se do ataque ao perdão. Esse é um pensamento primitivo, guiado pelas emoções instantâneas, e as redes sociais também funcionam de forma radical. As pessoas esquecem que é só um jogo, uma diversão…”, analisa.

Casemiro já conhece esse roteiro já que depois de temporadas sendo apontado como um dos melhores volantes do mundo por Real Madrid e Seleção, passou a conviver com críticas mais pesadas desde sua ida ao Manchester United e pelas oscilações da equipe inglesa. No futebol e nas redes sociais, o intervalo entre vilão e herói às vezes dura menos que um segundo tempo.

Fonte para revisão: VEJA RIO.

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