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Depois de ter a concessão da Medalha Tiradentes interrompida por um impasse entre parlamentares do PL e do PSOL na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o ator Juliano Cazarré poderá receber outras homenagens da Casa. Desta vez elas incluem a concessão dos títulos de Cidadão e de Benemérito do Estado do Rio de Janeiro ao ator. As mesmas honrarias também foram apresentadas para a atriz Cássia Kis, que, assim como Cazarré, esteve recentemente no centro de debates nas redes sociais.
O autor das propostas, deputado Márcio Gualberto (PL), recebeu Juliano Cazarré e Cássia Kis em seu gabinete no mesmo dia em que a Alerj discutiria a concessão da Medalha Tiradentes ao ator. As propostas chegam em um momento em que os dois artistas também estiveram no centro de debates nas redes sociais. Cazarré recebeu críticas após anunciar o curso “O Farol e a Forja”, voltado a temas como masculinidade, espiritualidade e liderança. Já Cássia Kis foi alvo de críticas por declarações sobre pessoas LGBTQIA+ e também deverá dar nome a um prêmio na Assembleia.
Reconhecimento proposto Nas justificativas dos projetos, Márcio Gualberto afirma que as homenagens reconhecem tanto a trajetória artística dos atores quanto suas manifestações públicas sobre temas relacionados à fé, família e valores cristãos. Ao propor o título de Benemérito para Cássia Kis, o parlamentar destaca que a atriz tem uma carreira consolidada no teatro, na televisão e no cinema, com grande parte de seu trabalho desenvolvida no Rio de Janeiro. O texto afirma que ela reúne “uma união rara entre talento consagrado e coerência moral” e acrescenta que a atriz oferece “a inúmeras famílias fluminenses um exemplo de fé vivida e professada sem temor”.
Trajetória de Juliano Cazarré Em relação a Juliano Cazarré, as justificativas ressaltam sua atuação em produções do cinema e da televisão gravadas no Rio de Janeiro, além de sua vida familiar e de manifestações públicas sobre sua fé. O deputado menciona ainda a trajetória da filha do ator, Maria Guilhermina, que nasceu com uma cardiopatia congênita e passou por sucessivos tratamentos médicos. Na justificativa, Gualberto afirma que o casal “transformou a provação familiar em exemplo público de esperança, confiança em Deus e defesa intransigente do dom da vida”. Em outro trecho, o parlamentar escreve que Cazarré é “assumidamente pró-vida e defensor do matrimônio, da paternidade e da família como célula fundamental da sociedade” e acrescenta que o ator “enfrenta com serenidade a hostilidade que por vezes recebe no meio artístico por professar abertamente suas convicções”.
Fonte para revisão: Agenda do Poder.
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