Corredor Azul terá duas unidades de conservação na Zona Sudoeste do Rio
Política RJ

Corredor Azul terá duas unidades de conservação na Zona Sudoeste do Rio


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A Prefeitura do Rio anunciou, neste domingo (28/06), o início da implantação do Corredor Azul, projeto que cria duas novas unidades de conservação na Zona Sudoeste da cidade. O decreto assinado pelo prefeito Eduardo Cavaliere oficializa o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá. As novas áreas protegidas somam mais de 2,6 mil hectares e fazem parte das ações do Mês do Meio Ambiente. O decreto será publicado nos próximos dias no Diário Oficial do Município. A proposta é criar uma ligação ambiental entre a Floresta da Tijuca, o Maciço da Pedra Branca e o Sistema Lagunar de Jacarepaguá, formando um corredor ecológico em uma das regiões mais pressionadas pelo crescimento urbano no Rio de Janeiro. “Acabamos de assinar o REVIS das Florestas de Jacarepaguá, que se une à incrível Floresta da Tijuca, garantindo uma área enorme de preservação. E também assinamos a APA das Lagoas de Jacarepaguá, iniciando a criação desse Corredor Azul de conexão entre a Floresta da Tijuca, o Maciço da Pedra Branca e outras áreas preservadas da cidade. Isso é fruto de muita mobilização da sociedade, da luta de movimentos sociais e também de decisão política e de um governo que se planeja para preservar o meio ambiente”, afirmou Eduardo Cavaliere. Corredor Azul liga floresta, lagoas e áreas protegidas A criação do Corredor Azul busca proteger áreas de Mata Atlântica, lagoas, encostas e trechos de vegetação que têm papel importante para a biodiversidade e para o enfrentamento das mudanças climáticas. De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), os estudos para novas unidades de conservação começaram a partir do Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS). A partir dele, foram definidas áreas prioritárias para proteção ambiental. “A Secretaria de Meio Ambiente e Clima entende que a população do Rio de Janeiro quer uma cidade mais arborizada e protegida. A proposta da criação de novas Unidades de Conservação nasceu no Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS) e, a partir daí, a SMAC entendeu quais eram as áreas prioritárias e os estudos começaram a ser feitos. Então, a biodiversidade desse local e a importância dele como corredor ecológico foram sinalizadas e a sociedade civil foi consultada”, explicou Lívia Galdino, secretária municipal de Meio Ambiente e Clima. Segundo a prefeitura, a implantação das novas unidades segue as regras da Lei Federal 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. A medida é tratada pelo município como uma ação de proteção de áreas representativas da Mata Atlântica. Estudos começaram antes da criação das unidades Desde 2017, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima estuda áreas prioritárias para a criação de unidades de conservação. Em 2021, a pasta criou a Gerência de Planejamento e Proteção Ambiental (GGPA) para reforçar esse trabalho. Em 2022, com a mobilização da sociedade civil, os estudos passaram a mirar a proteção da floresta no entorno do Maciço da Tijuca. Em 2024, a proposta foi ampliada com o conceito do Corredor Azul, incluindo áreas que conectam os maciços da Tijuca e da Pedra Branca por meio do Sistema Lagunar de Jacarepaguá. Em agosto de 2025, o projeto foi submetido à consulta pública, etapa necessária para a criação das unidades de conservação. Após a publicação do decreto no Diário Oficial, os próximos passos serão a implantação da gestão das unidades e a elaboração do Plano de Manejo. O documento vai orientar o uso dos recursos naturais, a ocupação do território e as ações de conservação de longo prazo. REVIS e APA têm regras diferentes O Refúgio de Vida Silvestre tem como objetivo proteger ambientes naturais para garantir a existência e a reprodução de espécies da fauna e da flora. O REVIS das Florestas de Jacarepaguá se soma ao Parque Nacional da Tijuca e a outras áreas protegidas da Baixada de Jacarepaguá na preservação da Mata Atlântica. Já a Área de Proteção Ambiental tem regras voltadas à proteção da diversidade biológica, ao ordenamento da ocupação e ao uso sustentável dos recursos naturais. A APA das Lagoas de Jacarepaguá permitirá atividades no território, desde que sigam normas definidas com base em critérios ambientais e no desenvolvimento sustentável.

Fonte para revisão: Diário do Rio.

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