Greve dos ônibus no Rio: Justiça diz que pelo menos metade da frota tem que rodar
Transporte e Mobilidade

Greve dos ônibus no Rio: Justiça diz que pelo menos metade da frota tem que rodar


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Quem precisou pegar ônibus no Rio de Janeiro nesta segunda-feira (29) já sentiu o aperto. A greve dos rodoviários, que começou à meia-noite, afetou a vida de milhares de trabalhadores que dependem do transporte público para chegar ao serviço. Mas tem uma notícia importante: a Justiça do Trabalho determinou que pelo menos metade da frota de cada linha tem que circular nos horários de pico. O Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1) decidiu, em caráter de urgência, que as empresas de ônibus e o BRT precisam manter 50% dos veículos rodando nos horários de maior movimento de manhã cedo e no fim da tarde. Nos outros períodos, o mínimo exigido é de 25% da frota. Se a decisão não for cumprida, a multa é pesada: R$ 50 mil por dia. O valor vale tanto para o sindicato dos trabalhadores (Sintrucad-Rio) quanto para o sindicato das empresas (Rio Ônibus). Procurado, o Rio Ônibus afirmou que as empresas estão mobilizadas para colocar a frota na rua e fizeram um apelo para que motoristas e rodoviários compareçam às garagens. A entidade pediu respeito à decisão da Justiça e lembrou a importância de manter pelo menos 50% da frota circulando para atender a população. Para amenizar a situação, a TrensRJ anunciou que vai reforçar a operação dos trens nesta segunda (29). Viagens extras estão sendo feitas em todos os ramais pela manhã e por volta do meio-dia, por causa da greve dos ônibus e também por conta do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. Os intervalos entre os trens variam: no Ramal Japeri, a média é de 8 minutos; no Santa Cruz, 9 minutos; no Deodoro, 8 minutos; no Saracuruna, 12 minutos entre Gramacho e Central e 30 minutos entre Saracuruna e Gramacho; e no Belford Roxo, 15 minutos. O MetrôRio também informou que aumentou o número de composições para atender a demanda extra. A paralisação foi decidida em assembleia da categoria no domingo (28). Os rodoviários reivindicam um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para quem dirige os ônibus articulados (aqueles mais compridos, do BRT). Além disso, pedem aumento no vale-alimentação e a adoção da escala de trabalho 5×2 (cinco dias trabalhando e dois de folga). A greve é por tempo indeterminado.

Fonte para revisão: Vozdascomunidades.

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