Polícia Civil cria núcleo especializado para investigar lavagem de dinheiro com criptomoedas no Rio
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A Polícia Civil do Rio criou o Núcleo de Apoio às Investigações com Ativos Virtuais (Nucripto), unidade especializada que vai auxiliar investigações sobre movimentações financeiras ilícitas, especialmente casos de lavagem de dinheiro por meio de criptomoedas e outros ativos digitais. O núcleo será coordenado pelo Departamento-Geral de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) e prestará apoio técnico às delegacias e equipes de investigação. A unidade contará com especialistas capacitados para atuar em apurações que envolvam criptoativos, cada vez mais utilizados por organizações criminosas para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita. Aumento nos casos A criação do Nucripto ocorre em um momento em que as forças de segurança identificaram o uso crescente de tecnologias ligadas a ativos digitais pelo crime organizado. Nas últimas semanas, operações realizadas no Complexo do Lins, no Complexo da Maré e na Baixada Fluminense localizaram fazendas clandestinas de mineração de criptomoedas. Segundo a Polícia Civil, os locais funcionavam com centenas de equipamentos de alto desempenho abastecidos por ligações clandestinas de energia elétrica. Entenda o crime Agenda do Poder produziu uma reportagem especial sobre o tema. Embora a mineração de criptomoedas seja atividade lícita, investigadores afirmaram que os grupos criminosos passaram a enxergar nessa tecnologia uma oportunidade para ampliar receitas. Isso ocorre em diversas frentes: do monopólio exercido por provedores clandestinos de internet em territórios dominados por facções, até o furto de energia elétrica. Isso junto do lucro bilionário obtido com a combinação entre lavagem de dinheiro e mineração de criptomoedas. “A gente tem identificado, sim, um aumento nesse tipo de crime em geral. Hoje as organizações criminosas — as facções, como a gente conhece hoje aqui no Rio de Janeiro — têm se valido desse modus operandi criminoso”, disse a delegada Camila Pegorim, titular da Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI).
Fonte para revisão: Agenda do Poder.
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