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Entre andanças pelo interior à caça de apoios de prefeitos e vereadores, o pré-candidato ao Senado pelo PSD, deputado Pedro Paulo, tem se dedicado intensamente à escolha de seus suplentes. Se Eduardo Paes ou Lula forem eleitos, Pedro deverá ocupar uma supersecretaria estadual ou até mesmo um ministério. Portanto, a suplência do político é quase um bilhete premiado — obviamente, em caso de vitória nas eleições de outubro. Cenários Há três cenários em construção, a depender da reação dos aliados e da conjuntura. O primeiro busca o equilíbrio ideológico. Notoriamente liberal, Pedro teria a primeira e a segunda suplências ocupadas por nomes de esquerda. O modelo daria tração à candidatura na centro-esquerda, dificultando o livre trânsito de Benedita da Silva nessa faixa do eleitorado. Os nomes à mesa são Alessandro Molon (PSB) para a primeira suplência e Miro Teixeira (PDT) para a segunda. Se aceitarem, a chapa de Pedro Paulo ao Senado teria peso e densidade política inigualáveis: um candidato de centro chancelado por duas legendas da esquerda fluminense. “Seria muita política numa só chapa”, admite o próprio Pedro Paulo. A força dos Vieira Está ainda em curso a tentativa de convencer a candidata do PSDB, Helena Vieira, a aceitar a primeira suplência. Essa composição multiplicaria a força popular da chapa em regiões da Baixada Fluminense e da Zona Norte, alavancada pela potência eleitoral da família Vieira. O prefeito de São João de Meriti, Léo Vieira, tem um dos maiores índices de aprovação do estado. Seu irmão, o deputado federal Luciano Vieira, desponta como um dos mais votados no próximo pleito. A dupla pilota uma máquina eleitoral poderosíssima. Ocorre que Helena já recusou peremptoriamente a oferta e vai seguir candidata ao Senado, a despeito da forte pressão de Eduardo Paes. O mesmo ocorre com o vereador Marcos Dias (Podemos), pastor da Assembleia de Deus. Em entrevista ao programa Jogo do Poder, ele já afirmou que sua candidatura é irreversível e inegociável. Apoiador de Paes, acredita que sua postulação é importante para o ex-prefeito por facilitar a captação de votos do campo evangélico para o candidato do PSD. Ronaldo, o nome de Kassab Também foi colocado à mesa o nome do ex-deputado Ronaldo Cesar Coelho. Empresário bem-sucedido, Ronaldo tem boa reputação por sua trajetória reta e ilibada na política como ex-deputado federal e ex-secretário municipal de Saúde de Cesar Maia. O nome tem a chancela do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Neste caso, teríamos uma chapa puro-sangue, marcadamente de centro. Ronaldo reforçaria o perfil liberal já associado a Pedro Paulo.
Fonte para revisão: Agenda do Poder.
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