Greve dos rodoviários causa caos no Rio, com lotação, atraso e vandalismo em ônibus
Transporte e Mobilidade

Greve dos rodoviários causa caos no Rio, com lotação, atraso e vandalismo em ônibus


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A greve dos rodoviários transformou a manhã desta segunda-feira (29) em um cenário de caos no Rio de Janeiro. Com apenas 800 ônibus circulando e 68% da frota do BRT em operação, passageiros enfrentaram longas esperas, lotação e dificuldades para chegar ao trabalho. O quadro ainda foi agravado por registros de vandalismo contra pelo menos 30 coletivos em diferentes regiões da cidade. O Rio Ônibus informou que 800 veículos estavam em circulação e afirmou que as empresas estão mobilizadas para colocar toda a frota nas ruas. Em nota, a entidade fez um apelo aos motoristas e rodoviários para que compareçam às garagens, a fim de que a normalidade do serviço seja restabelecida o quanto antes. “Lembramos a importância do respeito à legalidade e à determinação da Justiça, que exige pelo menos 50% da frota circulando para atender a população”, disse o sindicato das empresas. Reforço nos trilhos Diante do impacto na mobilidade, trens e metrô reforçaram a operação nesta manhã. A TrensRJ informou que colocou viagens extras em todos os ramais pela manhã e por volta das 12h, para atender a demanda adicional provocada pela greve dos ônibus municipais e pela antecipação do retorno para casa por causa do jogo da seleção brasileira na Copa do Mundo. A circulação dos trens seguia os seguintes intervalos: ramal Japeri, média de 8 minutos; Santa Cruz, 9 minutos; Deodoro, 8 minutos; Saracuruna, com Gramacho x Central do Brasil em 12 minutos e Saracuruna x Gramacho em 30 minutos; e Belford Roxo, 15 minutos. O MetrôRio também reforçou a operação, com aumento da oferta de composições para os clientes. Impacto nas ruas Nas primeiras horas da manhã, passageiros relataram falta de ônibus e de veículos do BRT, além de pontos lotados. A greve dos motoristas de ônibus do Rio foi confirmada em assembleia no domingo e começou nesta segunda-feira, com paralisação por tempo indeterminado. O Sindicato dos Rodoviários informou que o movimento inclui os condutores do BRT. A categoria reivindica piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados, além de aumento no vale-alimentação e adoção da jornada 5×2. Na assembleia realizada na sede do sindicato, os trabalhadores rejeitaram a proposta do Rio Ônibus, que previa reajuste de 4,39%, correspondente ao IPCA acumulado até abril deste ano. Segundo a entidade, cerca de 500 trabalhadores participaram da reunião. “O motorista de ônibus convencional teria um reajuste de R$ 150,15, saindo de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31; o do articulado na categoria ‘E’ teria um aumento de R$ 180,17, passando de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. Já o auxílio alimentação seria reajustado em apenas R$ 29,00, passando de R$ 660,00 para R$ 689,00. Uma falta de respeito com uma categoria que por vezes trabalha mais de 14h por dia e ainda fica exposta à violência diária da cidade”, disse o presidente do sindicato, Sebastião José. “Nós realmente estamos tendo um problema para cumprir a determinação judicial. Antes da assembleia, o sindicato encaminhou ofício ao Rio Ônibus solicitando a escala dos trabalhadores. Acabamos de olhar agora, não chegou a absolutamente nada”, declarou. “Nós tínhamos que colocar 50% da frota, mas não nos forneceram a escala. Então, quem está dificultando o cumprimento da decisão judicial é o sindicato patronal”, concluiu Sebastião. Posicionamento das empresas Em nota, o Rio Ônibus afirmou que as negociações com o Sindicato dos Rodoviários continuam abertas e que as empresas seguem empenhadas em buscar uma solução. A entidade disse ainda que a operação desta segunda-feira seria normal. A Mobi Rio, empresa pública responsável por algumas linhas municipais e pelo sistema BRT, também informou que a operação ocorreria normalmente. Já a Prefeitura do Rio disse que acompanha a situação e vai adotar medidas para reduzir os impactos sobre a população, além de informar que pediu à Justiça o aumento do percentual mínimo de veículos em circulação.

Fonte para revisão: Diário do Rio.

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