Rio terá novas áreas de proteção em Jacarepaguá para conectar Floresta da Tijuca e Pedra Branca
Política RJ

Rio terá novas áreas de proteção em Jacarepaguá para conectar Floresta da Tijuca e Pedra Branca


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A Prefeitura do Rio anunciou neste domingo (28) o início da implantação do Corredor Azul, projeto ambiental que prevê a criação de duas novas unidades de conservação na Zona Sudoeste da cidade. O objetivo é conectar áreas preservadas entre a Floresta da Tijuca, o Maciço da Pedra Branca e o sistema lagunar de Jacarepaguá. As novas áreas serão o Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) das Florestas de Jacarepaguá e a Área de Proteção Ambiental (APA) das Lagoas de Jacarepaguá. Juntas, as duas unidades somam mais de 2,6 mil hectares. O decreto que oficializa as novas unidades de conservação será publicado nos próximos dias no Diário Oficial do município, segundo a prefeitura. “Acabamos de assinar o REVIS das Florestas de Jacarepaguá, que se une à incrível Floresta da Tijuca, garantindo uma área enorme de preservação. E também assinamos a APA das Lagoas de Jacarepaguá, iniciando a criação desse Corredor Azul de conexão entre a Floresta da Tijuca, o Maciço da Pedra Branca e outras áreas preservadas da cidade. Isso é fruto de muita mobilização da sociedade, da luta de movimentos sociais e também de decisão política e de um governo que se planeja para preservar o meio ambiente”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). Projeto teve consulta pública A secretária municipal de Meio Ambiente e Clima, Lívia Galdino, afirmou que a proposta de criação das novas unidades nasceu a partir do Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS) e de estudos sobre áreas prioritárias para preservação na cidade. Segundo a prefeitura, os estudos apontaram a biodiversidade da região e a importância do território como corredor ecológico. A proposta também passou por consulta à sociedade civil antes da decisão de criar as unidades. “A Secretaria de Meio Ambiente e Clima entende que a população do Rio de Janeiro quer uma cidade mais arborizada e protegida. A proposta da criação de novas Unidades de Conservação nasceu no Plano de Desenvolvimento Sustentável (PDS) e, a partir daí, a SMAC entendeu quais eram as áreas prioritárias e os estudos começaram a ser feitos. Então, a biodiversidade desse local e a importância dele como corredor ecológico foram sinalizadas e a sociedade civil foi consultada”, explicou Lívia. Desde 2017, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima estuda áreas prioritárias para a implantação de unidades de conservação. Em 2021, foi criada a Gerência de Planejamento e Proteção Ambiental. No ano seguinte, impulsionada pela mobilização da sociedade civil, a pasta iniciou estudos para proteger a floresta do entorno do Maciço da Tijuca. Em 2024, o trabalho foi ampliado com a proposta do Corredor Azul, que prevê áreas protegidas ligando os maciços da Tijuca e da Pedra Branca por meio do Sistema Lagunar de Jacarepaguá. Em agosto de 2025, o projeto foi submetido à consulta pública. Próximos passos Após a publicação do decreto no DO, a prefeitura deverá avançar na implementação da gestão das unidades e na elaboração dos respectivos planos de manejo. O plano de manejo é o documento que orienta a administração de uma unidade de conservação. Ele define normas para o uso dos recursos naturais e para a ocupação do território, além de estabelecer ações para reduzir danos ambientais e garantir a conservação das áreas protegidas a longo prazo. Segundo a prefeitura, a criação das unidades faz parte das ações de enfrentamento às mudanças climáticas e de preservação de áreas representativas da Mata Atlântica no município. Entenda o que são REVIS e APA O Refúgio de Vida Silvestre é uma categoria de unidade de conservação voltada à proteção de ambientes naturais necessários à existência ou reprodução de espécies da flora e da fauna. O REVIS das Florestas de Jacarepaguá vai se somar ao Parque Nacional da Tijuca e a outras áreas protegidas da Baixada de Jacarepaguá na preservação da Mata Atlântica. Já a Área de Proteção Ambiental tem como objetivo proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar o uso sustentável dos recursos naturais. No caso da APA das Lagoas de Jacarepaguá, as atividades desenvolvidas no local deverão seguir regras definidas com base em princípios de desenvolvimento sustentável.

Fonte para revisão: Agenda do Poder.

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