Adolescente internado após estupro coletivo em Copacabana diz que sofreu “agressão e humilhação”
A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga denúncias de agressões físicas e humilhações sofridas por um adolescente nas dependências do sistema socioeducativo estadual. O jovem cumpre medida disciplinar de internação no Centro de Socioeducação Aeroporto Dom Bosco, localizado na Ilha do Governador.
O Departamento Geral de Ações Socioeducativas enfrenta questionamentos sobre a segurança interna e a preservação dos direitos civis dos internos. A apuração policial aponta falhas graves na conduta de funcionários e na contenção de conflitos entre os custodiados.
Ocorrências e cronologia dos fatos
O adolescente relatou o primeiro episódio de assédio institucional no mês de março durante as atividades escolares da instituição. Um professor da rede pública expôs detalhes do processo criminal do jovem perante uma turma inteira de internos.
A direção da unidade socioeducativa confirmou a veracidade do relato após ouvir o depoimento de outras testemunhas presentes na sala de aula. A administração colegiada determinou o reforço da vigilância interna do custodiado após o vazamento das informações.
A tabela apresenta os principais eventos registrados pelas autoridades policiais e judiciárias no decorrer dos últimos meses.
Desdobramentos jurídicos e investigações paralelas
A 37ª Delegacia Policial relatou o inquérito sobre as lesões corporais ocorridas na tarde do dia 29 de maio. O relatório conclusivo indica que o adolescente sofreu socos na região do rosto durante uma discussão com outro interno.
O Ministério Público e a Delegacia da Criança e Adolescente Vítima também receberam procedimentos correlatos envolvendo o mesmo jovem. Os agentes estatais apuram a divulgação ilícita de imagens íntimas gravadas em um apartamento com outra menor de idade.
A juíza Vanessa Cavalieri determinou a internação do jovem pelo prazo inicial de seis meses sem possibilidade de atividades externas. A defesa técnica do adolescente informou que não emitirá manifestações públicas em virtude do sigilo legal dos processos.
Fonte: Diariocarioca.
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