Piloto baleado em operação policial morre no Rio após um ano internado
Segurança Pública

Piloto baleado em operação policial morre no Rio após um ano internado


Felipe Marques Monteiro, que tinha 46 anos, foi baleado na cabeça em uma ação na Vila Aliança, Zona Oeste, em abril do ano passado, perdendo 40% do crânio

O policial civil e piloto de helicóptero Felipe Marques Monteiro, de 46 anos, morreu nesta domingo (17), mais de um ano após ser baleado durante uma ação na Vila Aliança, na Zona Oeste. Monteiro foi atingido por um disparo de fuzil na cabeça, durante a Operação Torniquete, em março de 2025, deflagrada para desarticular uma quadrilha de roubo e desmanche de vans.

Mesmo com uma lesão gravíssima — ele perdeu 40% do crânio —, o piloto conseguiu estabilizar a aeronave e efetuar o pouso. Ele foi levado em estado crítico para o Hospital Municipal Miguel Couto, onde passou pelas primeiras cirurgias, e depois foi transferido para o Hospital São Lucas, em Copacabana, em que ficou internado por nove meses para tratar das sequelas.

Monteiro estava em tratamento num centro de reabilitação.

Nos últimos dias, o quadro de saúde do policial se agravou. Ele teve uma infecção após complicações provocadas por uma cirurgia de prótese craniana realizada no dia 20 de abril.

De acordo com sua mulher, Keidna Marques, o piloto teve alterações importantes no quadro clínico nesta quinta (14) e precisou de medicações mais fortes. Na sexta (15), ela – que costumava postar no perfil do marido imagens sobre o processo de reabilitação – informou que era “um momento muito difícil de lidar”: “A infecção no corpo se agravou e ele está sendo tratado com mais antibióticos.

Os profissionais seguem fazendo o melhor por ele, enquanto ele continua lutando. O caso é considerado grave”, explicou.

Segundo informações do jornal O Globo, o gerente de Clínica Médica do Hospital São Lucas Copacabana, Renato Ribeiro, explicou que o paciente ficou mais de sete meses sob cuidados intensivos, passou por diversas neurocirurgias e outros procedimentos – ele teve comprometimento da calota craniana -, além de permanecer em coma por um longo período.

No dia em que foi baleado, Monteiro sobrevoava a comunidade a bordo de um helicóptero do Serviço Aeropolicial da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). A aeronave foi alvejada por criminosos, e ele, que era o copiloto do voo, foi atingido por um tiro de fuzil na região da testa, que perfurou o crânio.

Um dos suspeitos de participar do ataque foi preso em maio. Outros criminosos seguem foragidos.

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Em nota, o governo em exercício do Rio de Janeiro divulgou uma nota em que lamenta a morte do piloto: “Neste momento de dor, o Governo do Estado presta solidariedade aos familiares, amigos e companheiros da Polícia Civil, e reconhece a bravura, o compromisso e a entrega do comandante Felipe Marques Monteiro no exercício da missão de proteger a população fluminense. Sua coragem e seu legado permanecerão na memória da segurança pública do nosso estado”, diz a nota.

Fonte: VEJA RIO.

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