Corredor Cultural de Jacarepaguá é regulamentado e passa a integrar roteiro oficial do Rio
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Corredor Cultural de Jacarepaguá é regulamentado e passa a integrar roteiro oficial do Rio


A Prefeitura do Rio regulamentou o Corredor Cultural de Jacarepaguá, na Zona Sudoeste, e oficializou a inclusão da região no roteiro turístico da cidade. O decreto, assinado no domingo (17) e publicado no Diário Oficial desta segunda-feira (18), estabelece um circuito de preservação histórica e incentivo ao turismo cultural ao longo da Estrada Rodrigues Caldas, entre o Largo da Taquara e a Colônia Juliano Moreira.

Com a medida, a área passa a ser classificada como Área de Especial Interesse Cultural (AEIC), o que permite a criação de parcerias com o setor privado e outros entes públicos para ações de valorização do patrimônio, desenvolvimento turístico e requalificação urbana. O território reúne 15 bens históricos, entre eles a Fazenda da Taquara, o Aqueduto Rio Grande, a Casa de Cultura de Jacarepaguá, a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea e a própria Colônia Juliano Moreira.

Segundo a Prefeitura, a expectativa é que o corredor movimente cerca de R$ 150 milhões por ano, gere aproximadamente dois mil empregos e atraia até 50 mil visitantes anualmente. A iniciativa também prevê a inclusão oficial do circuito no Guia Turístico e Cultural do município.

Um grupo de trabalho foi criado para detalhar as regras de funcionamento do corredor. O colegiado terá prazo de até 90 dias para apresentar uma minuta de regulamentação e será coordenado pela Secretaria municipal de Cultura, com participação de órgãos como Riotur, IRPH e Rio-Urbe, além de outras pastas ligadas ao urbanismo e à conservação.

A sociedade civil também integrará o grupo, com representantes de instituições culturais, universidades e associações comunitárias de Jacarepaguá. Entre as atribuições do colegiado estão a definição de diretrizes de preservação histórica, a articulação de políticas de desenvolvimento sustentável e a elaboração de projetos de requalificação urbana.

Durante a assinatura do decreto, a gestora da Casa de Cultura de Jacarepaguá, Alexandra Gonzales, destacou o potencial histórico da região e afirmou que a iniciativa marca um avanço na valorização do território, que reúne igrejas centenárias, ruínas coloniais e memórias indígenas e negras.

O projeto que deu origem ao corredor foi aprovado pela Câmara Municipal em 2024, após tramitação iniciada em 2023. A proposta prevê transformar a Estrada Rodrigues Caldas em um eixo cultural e turístico permanente, com foco na preservação da memória local e no estímulo à economia criativa.

A Fazenda da Taquara, um dos principais pontos do circuito, também em discussões recentes sobre acesso ao patrimônio histórico. Tombado desde 1938, o imóvel passou a integrar o projeto de criação de um parque público após ser adquirido pela Prefeitura, em uma tentativa de ampliar a visitação e preservar o bem histórico.

Fonte: Diário do Rio.

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