Estudo da UFRJ diz que Linha 3 do Metrô pode reduzir viagem entre Santos Dumont e Icaraí para 11 minutos
Um estudo que propõe a implantação de uma linha de metrô ligando o Rio de Janeiro a Niterói, São Gonçalo e Itaboraí foi apresentado nesta segunda-feira (1º) pela Coppe/UFRJ. Desenvolvido no âmbito do Plano de Transportes Urbanos Sustentáveis e de Desenvolvimento Integrado (Prisma), o trabalho traça um corredor metroviário de aproximadamente 50 quilômetros, com 29 estações e um trecho subaquático sob a Baía de Guanabara.
Segundo as projeções apresentadas pelos pesquisadores, a nova linha poderia transformar a mobilidade na Região Metropolitana. Um dos exemplos apontados pelo estudo é o trajeto entre o Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio, e o bairro de Icaraí, em Niterói, que passaria dos atuais 75 minutos de carro para apenas 11 minutos de metrô.
O traçado proposto teria início na estação Carioca, no Centro, e seguiria por Niterói, com paradas em locais como UFF, Icaraí e Praça do Rink. Depois, avançaria por São Gonçalo, atendendo bairros como Barreto, Neves, Alcântara, Zé Garoto e Antonina, até chegar a Itaboraí, onde estão previstas estações em regiões como Vista Alegre, Marambaia, Manilha e Centro.
De acordo com o estudo, cerca de 1,7 milhão de moradores da Região Leste Fluminense seriam diretamente impactados pela implantação da linha.
As estimativas também apontam redução em outros deslocamentos importantes. O percurso entre Alcântara e o Centro de Niterói cairia de 55 para 37 minutos.
Já a viagem entre Itaboraí e Alcântara passaria de 45 para 36 minutos. Entre o Centro de São Gonçalo e a UFF, no Gragoatá, o tempo seria reduzido de 50 para 33 minutos.
Com base em registros de telefonia celular, os pesquisadores identificaram cerca de 340 mil viagens diárias entre Niterói e São Gonçalo. Em toda a área estudada, que inclui ainda trechos do Rio e de Itaboraí, são realizados aproximadamente 3,3 milhões de deslocamentos por dia.
Para chegar ao traçado apresentado, a equipe analisou oito propostas elaboradas entre 1968 e 2017 e utilizou critérios como densidade populacional, oferta de empregos, vulnerabilidade social, matrículas escolares, segurança pública, proteção ambiental e potencial de desenvolvimento urbano.
Contratado pelo governo federal em junho de 2025, o estudo tem custo estimado em R$ 26 milhões e prazo de 30 meses para conclusão. As próximas etapas incluem pesquisas com usuários, estimativas de demanda e receita, elaboração do anteprojeto de infraestrutura e avaliação da viabilidade econômica da futura linha.
Fonte: Diário do Rio.
Carregando comentários...