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Projeto de lei quer proibir venda de sangue animal no Rio de Janeiro
Proposta no Rio quer criar banco de sangue animal e coibir exploração por clínicas veterináriasUma proposta legislativa em tramitação na Câmara Municipal pretende proibir a venda de sangue animal para fins veterinários no Rio de Janeiro. A iniciativa busca substituir o modelo comercial por um sistema de doação voluntária, nos moldes do que já ocorre com humanos, para coibir o lucro sobre insumos vitais.
Autora do projeto, a vereadora Vera Lins argumenta que a comercialização atual movimenta valores abusivos, com bolsas de sangue que podem ultrapassar R$ 1. 000.
Segundo a parlamentar, o objetivo é garantir que o procedimento, essencial para cirurgias e tratamentos de anemia, não seja transformado em um negócio exploratório.
Criação de banco de sangue público para animais
A parlamentar defende que o poder público deve estruturar centros de coleta oficiais para evitar que empresas clandestinas dominem o setor. Para ela, a falta de regulação favorece um mercado que trata o insumo como mercadoria.
“Isso contribuiria para evitar o comércio de empresas por vezes clandestinas”, explicou a vereadora ao sugerir a criação de um banco de sangue municipal ou estadual.
A proposta sugere que o Rio de Janeiro adote campanhas de conscientização para incentivar a doação de sangue animal como um ato de solidariedade. A ideia é mostrar aos tutores que a colaboração espontânea pode salvar vidas sem alimentar redes de exploração financeira ou práticas de cartel entre clínicas.
Combate à exploração e maus-tratos em canis
O projeto de lei também é uma resposta a denúncias de locais que mantêm animais em condições precárias apenas para a extração de sangue. Lins relatou a existência de casos em que cães e gatos são mantidos em espaços reduzidos e sem higiene básica.
“Infelizmente já tivemos notícias de animais explorados para o comércio de bolsas de sangue”, afirmou a vereadora, classificando a situação como revoltante.
A parlamentar alerta que clínicas utilizam estratégias de marketing para atrair doadores de boa-fé, omitindo que o material coletado será revendido. De acordo com o levantamento que sustenta a proposta, os estabelecimentos costumam buscar animais com perfis específicos:
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Idade adequada: Pets com idade entre 1 e 8 anos são os mais procurados pelas campanhas.
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Porte físico: O animal doador precisa ter peso superior a 25 quilos para que a coleta seja viável.
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Condição clínica: É exigido que os pets estejam saudáveis, funcionando como fornecedores de um insumo valioso.
Para a autora da medida, muitos tutores acabam contribuindo para essa irregularidade sem saber que o gesto altruísta alimenta um mercado ilegal. “O que essas pessoas não explicam é que esse sangue é na verdade um insumo para alimentar um comércio ilegal”, reforçou a parlamentar sobre a necessidade de fiscalização rígida contra casos de maus-tratos.
Fonte: Super Rádio Tupi.
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