Correndo o risco de virar ‘persona non grata’, Porchat faz piada com heteros
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Correndo o risco de virar ‘persona non grata’, Porchat faz piada com heteros


Correndo o risco de virar ‘persona non grata’, Porchat faz piada com heteros

Após projeto de lei passar na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, humorista tratou as acusações com ironia nas redes

Homem com H maiúsculo, o ator e humorista Fábio Porchat aproveitou o fato de ter sido comparado ao também ator Juliano Cazarré, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), para provar — com humor e ironia — que não precisa de cursos de masculinidade.

Em um vídeo postado nos stories, o humorista mostrou as máscaras que pregou — sozinho — na parede do novo apartamento, no Edifício Chopin, em Copacabana.

“Eu peguei o martelo e preguei pregos! Fiz minha cota de homem hétero, porque eu preguei e quebrei, bruto“, afirmou o artista em tom de brincadeira.

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A piada veio após um projeto de lei para torná-lo persona non grata ser aprovado na CCJ da Alerj e encaminhado para uma decisão final em plenário, nesta quarta (13).

Depois da primeira votação do projeto apresentado pelo deputado Rodrigo Amorim (PL), presidente da CCJ, terminar em 3 a 3, na semana passada, o tema voltou à agenda da comissão e desta vez ficou em 4 a 2.

Votaram a favor os deputados Alexandre Knoploch (PL), Sarah Poncio (Solidariedade), Fred Pacheco (PL) e Marcelo Dino (PL). Os votos contrários foram dos deputados Carlos Minc (PSB) e Luiz Paulo (PSD).

Nas redes, Amorim publicou um vídeo de comparação entre o comediante e Cazarré — alvo de polêmica recente por lançar um curso de masculinidade com viés cristão.

Na postagem, enquanto Porchat afirma que religiosos não podem querer interferir na sua vida por conta de suas crenças, Juliano Cazarré suplica por mais homens rezando. Amorim propõe ainda uma honraria a Cazarré.

Um dos votos contrários ao projeto, o deputado Carlos Minc pensa que não é possível criar uma lei contra uma pessoa específica, o que fará com que ela não seja sancionada, na sua avaliação. Portanto, teria apenas um efeito simbólico.

“Na verdade, persona non grata é um instrumento de ação diplomática internacional. É usada para uma figura de determinado país não entrar no seu.

Não se aplica em um caso como esse”, explica Minc.

“Outra coisa é que um projeto de lei tem que ter um efeito genérico, não se faz uma lei para uma pessoa. Isso caberia, por exemplo, uma moção de desagravo ou de protesto, que é algo muito mais simples”, continua.

“Um deputado tem o direito de achar que um personagem é nocivo para a sociedade, mas isso não é uma lei. Lei é uma coisa que passa por comissões, é votada, sancionada pelo governo.

Essa seguramente não será. É uma mise-en-scène” enlaça o deputado.

Fonte: VEJA RIO.

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