Uma ação integrada da Prefeitura de Niterói interditou por tempo indeterminado uma peixaria instalada em galeria do Centro da cidade durante nova etapa da Operação Pharmakon. Segundo o município, a fiscalização encontrou funcionamento sem autorização, armazenamento inadequado de pescados, acúmulo de objetos inservíveis e descarte irregular de resíduos sem refrigeração.
Em um mercado vizinho, ainda foram apreendidos cerca de 12 quilos de alimentos impróprios para consumo, entre eles produtos sem identificação de origem.
A operação reuniu Vigilância Sanitária, Guarda Municipal e Polícia Civil. O dado mais relevante, porém, está menos na composição da força-tarefa do que na razão da ação: a própria Prefeitura informou que a investida ocorreu após solicitação do Ministério Público, dentro de inquérito civil instaurado para apurar denúncias sobre condições precárias de higiene nos locais fiscalizados.
Quando o poder público interdita peixaria e apreende alimentos por risco sanitário no coração do Centro, o problema deixa de ser queixa difusa e passa a assumir dimensão urbana objetiva. O caso pressiona fiscalização, rotina comercial e proteção do consumidor em uma área de circulação intensa da cidade.
A operação expõe a necessidade de continuidade. Interditar um ponto é resposta imediata; impedir recorrência exige monitoramento, rastreio e presença fiscal estável.
O episódio mostra que o Centro de Niterói ainda convive com falhas básicas de armazenamento e comercialização em setor diretamente ligado à saúde pública. Quando o problema só emerge depois de denúncia formalizada e entrada do Ministério Público, a cidade recebe não apenas uma ação corretiva, mas um sinal claro de que o controle cotidiano falhou antes.
A interdição resolve um ponto, mas também cobra fiscalização mais constante sobre o comércio de alimentos na área central. O município anunciou a medida em 12 de maio, e o caso permanece relevante para a edição seguinte por envolver risco direto ao consumidor, falha concreta de controle sanitário e necessidade de vigilância permanente naquela região.
O caso atinge rotina comercial e confiança pública local.
Fonte: O Fluminense.
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