Justiça manda soltar MC Poze do Rodo, mas impõe medidas cautelares
Segurança Pública

Justiça manda soltar MC Poze do Rodo, mas impõe medidas cautelares


Justiça manda soltar MC Poze do Rodo, mas impõe medidas cautelares

Investigado na Operação Narco Fluxo, cantor não pode sair do Brasil e deve entregar o passaporte à Justiça

Preso desde abril no Complexo Penitenciário de Gericinó, popularmente conhecido como Bangu 8, Marlon Brendon Coelho Couto da Silva, o MC Poze do Rodo, foi solto na última quarta (13). A Justiça Federal concedeu um habeas corpus autorizando a soltura do cantor e impondo medidas cautelares como: comunicar uma eventual mudança de endereço; comparecer em juízo mensalmente; não deixar a cidade onde mora por mais de cinco dias e não sair do país sem autorização judicial; e entregar o passaporte.

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A decisão foi assinada pela desembargadora Louise Filgueiras, do Tribunal Regional Federal. A magistrada alegou o excesso de prazo nas investigações e ausência de denúncia formal do Ministério Público.

A defesa de Poze solicitou ainda a extensão da medida ao empresário Henrique Viana, o Rato. “Nosso pedido foi aceito.

Esperamos em breve poder retirar nosso cliente, Marlon Brendon, deste aprisionamento desnecessário e ilegal”, argumentou o advogado Fernando Henrique Cardoso Neves.

O cantor é investigado na Operação Narco Fluxo, acusado de participar de uma organização criminosa que opera um esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado às bets, venda de rifas clandestinas e tráfico de drogas internacional. O grupo teria feito transações ilegais que ultrapassam o montante de 1,6 bilhão de reais.

O envolvidos no processo podem responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. MC Poze também já foi preso acusado de apologia ao crime e envolvimento com o tráfico de drogas.

Em abril, o Superior Tribunal de Justiça determinou a soltura de MC, mas a pedido da Polícia Federal o artista permaneceu em prisão preventiva. Relator do caso, o ministro do STJ Messod Azulay Neto havia concedido um habeas corpus para outro investigado na operação, o MC Ryan — decisão que caberia aos demais presos, incluindo MC Poze e Raphael Sousa Oliveira.

Ao todo, mais de trinta pessoas são investigadas na operação.

Fonte: VEJA RIO.

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