Projeto de Alan Mansur propõe sigilo funcional para servidoras sob medida protetiva
Política RJ

Projeto de Alan Mansur propõe sigilo funcional para servidoras sob medida protetiva


Propostas apresentadas por parlamentar focam na proteção e integridade de mulheres vítimas de violência

O vereador e presidente da Câmara de Macaé, Alan Mansur, apresentou recentemente dois Projetos de Lei (PL) voltados à proteção da mulher vítima de violência. Em ambos, o objetivo principal é preservar a segurança das vítimas que tenham sofrido violência doméstica ou familiar.

O primeiro é o PLL 71/2026, voltado à proteção de dados funcionais sensíveis de servidoras públicas municipais que estejam sob medida protetiva de urgência decorrente de violência doméstica e familiar. No texto, o projeto propõe à Administração Pública que adote medidas destinadas a resguardar informações que possam expor a localização ou a unidade de lotação de servidoras.

Ele propõe ainda proteção especial à identificação da unidade administrativa de lotação, ao local de exercício das atividades funcionais e as informações que permitam a identificação direta do local de trabalho da servidora. O acionamento deste protocolo deverá partir da própria vítima, mediante apresentação de documento que comprove a medida protetiva.

A partir daí, a Administração Municipal deverá adotar as medidas acima propostas no prazo máximo de dois dias úteis, contados a partir do protocolo de requerimento.

Já o segundo é o PLL 72/2026 que busca garantir prioridade de matrícula e transferência de estudantes dependentes de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar na rede municipal de ensino. Assim como no anterior, a prioridade poderá ser solicitada pela vítima com a apresentação de documento que comprove a situação de violência doméstica e familiar.

Dentre os documentos aceitos para dar entrada na prioridade estão: cópia do registro de ocorrência policial; cópia de medida protetiva de urgência; documento expedido por órgão do Poder Judiciário ou do Ministério Público; declaração ou encaminhamento emitido por órgão da rede de proteção e atendimento à mulher.

O projeto determina ainda que “os órgãos competentes da administração municipal deverão assegurar a tramitação prioritária do pedido de matrícula ou transferência, observados os princípios da celeridade administrativa, da proteção integral e da dignidade da pessoa humana”, de acordo com o texto.

Ambos os projetos foram lidos na Câmara Municipal e estão aguardando parecer.

Foto: Ivana Gravina

Fonte: Clique Diário.

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