Mãe é detida em Maricá após bebê ser internado em estado gravíssimo com sinais de tortura
Uma mulher foi presa na quarta-feira (13), acusada de submeter o próprio filho, um bebê de apenas 8 meses, a um cenário de violência extrema. A criança deu entrada no hospital com sinais de tortura e violência sexual.
A prisão ocorreu na Rua Braulina Maria da Conceição, no bairro Jacaroá, em Maricá, Região Metropolitana do Rio.
Policiais militares do 12º BPM (Maricá) conduziram a mulher à delegacia após o bebê dar entrada em estado gravíssimo no Hospital Municipal Dr. Ernesto Che Guevara.
Segundo o diagnóstico médico, a criança apresentava marcas de violência sexual, sinais de asfixia no peito e no pescoço, sinais de agressão na região do abdômen, além de ferimentos na cabeça.
De acordo com as investigações da 82ª DP (Maricá), na residência da acusada foi encontrado um ambiente sem condições mínimas de dignidade, em uma casa sem telhado, onde a criança era deixada em um colchão no chão. Segundo a apuração, a mãe, em meio ao vício em crack, recebia diversos homens, expondo o recém-nascido a situações de risco.
Há ainda relatos de abandono da criança em pontos de tráfico de drogas e de total negligência nos cuidados básicos esperados de uma mãe.
Diante dos relatos de que a criança apresentava dores desde o dia 9, a autoridade policial adotou cautela técnica para evitar eventual nulidade por abuso de autoridade. Em vez de um flagrante que poderia ser questionado, foi optado pela produção de uma representação consistente pela prisão temporária.
Foi determinada a expedição do mandado, e o expediente da Vara foi mantido até a conclusão do procedimento. A ordem judicial chegou à delegacia no fim da noite e foi imediatamente cumprida pelos policiais.
Na delegacia, de acordo com a Polícia Civil, a mulher agia com frieza e indiferença.
A Polícia Civil segue investigando a participação dos homens que frequentavam o local.
A prisão foi realizada no âmbito da Operação Caminhos Seguros, de abrangência nacional, que tem como objetivo combater e prevenir a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes.
Fonte: Enfoco.
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