Festival de pipas em Niterói: fenômeno atrai 2 mil pessoas e colore o céu da cidade
Região Metropolitana

Festival de pipas em Niterói: fenômeno atrai 2 mil pessoas e colore o céu da cidade


O que começou como uma rotina entre amigos de uma comunidade em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, acabou se transformando em um verdadeiro fenômeno. O Festival de Pipas de Charitas, na Região das Praias da Baía, acontece ao longo de todo o ano e vem lotando a orla do bairro sempre às terças e quintas-feiras, das 19h à 0h, reunindo crianças, adultos e famílias inteiras em noites marcadas por pipas no céu, lazer e clima de comunidade.

Segundo os organizadores, em determinadas épocas do ano, o evento chega a reunir cerca de 2 mil pessoas em uma única noite, como tem ocorrido nas últimas semanas. O movimento atrai moradores de diversos bairros de Niterói e também visitantes de cidades como São Gonçalo, Maricá, capital e Baixada Fluminense.

Impulsionador do evento pelas redes sociais, Júnior Queiroz, de 33 anos, revela que a ideia surgiu após moradores perceberem a quantidade de pessoas que já soltavam pipas na região, mas sem um espaço organizado e seguro. O evento ocorre há 4 anos, mas tem se tornado ainda mais conhecido atualmente.

“Criamos a ideia de fazer, na praia, um espaço que é nosso de lazer. A galera começou a comparecer, começou a divulgar e hoje somos gratos por ver toda terça e quinta sempre cheio.

Temos relatos de pessoas de Nova Iguaçu, Realengo, Duque de Caxias, Maricá, São Gonçalo, Itaboraí. Acabou virando tradição.

O evento existe há quatro anos”, afirmou.

Apesar da proporção que o encontro ganhou nos últimos meses, até mesmo com marketing de um influenciador na web, o festival não conta com apoio financeiro do poder público e segue sendo organizado pela própria comunidade. A fiscalização no local também acontece de forma voluntária, conduzida pelos organizadores do evento.

Ainda assim, segundo eles, há uma preocupação constante em manter a segurança dos participantes, além da limpeza e da preservação do espaço público. Não há registro de confusões.

“É algo da comunidade mesmo. A prefeitura ajuda na limpeza do espaço após os eventos e sempre tem policiamento no entorno, viaturas que passam na orla”, explicou.

O organizador também contou que os dias de realização foram definidos justamente pela possibilidade de limpeza da área após os encontros.

“Em comunhão com a prefeitura, conseguimos a limpeza do espaço nas madrugadas de terça e quinta. Por isso concentramos os eventos nesses dias.

Nos outros dias, a praia é utilizada para outros meios de esporte”, disse Júnior Queiroz, que atua na divulgação do evento.

Conscientização no festival

Além do lazer, um dos principais pontos defendidos pelos organizadores é a conscientização contra o uso de linhas cortantes, como linha chilena e cerol, que colocam em risco motociclistas, ciclistas, pedestres e até crianças.

“Estamos sempre conscientizando que não pode usar linha chilena, linha indonésia e outros materiais proibidos. Não temos o controle de todas as pessoas, por conta da quantidade de gente.

Mas a gente orienta pelo Instagram e também durante o evento”, destacou Júnior.

Segundo ele, os organizadores também alertam constantemente para que ninguém solte pipa em áreas de circulação de carros, bicicletas e motos.

O festival ainda movimenta a economia local. Moradores aproveitam o fluxo intenso de pessoas para vender alimentos, bebidas e artigos relacionados ao universo das pipas.

“A importância de manter a tradição é isso: trazer felicidade pras crianças, reunir famílias e também ajudar moradores que conseguem ganhar sua renda trabalhando durante o evento”, completou o rapaz.

Patrulhamento

Procurada, a Polícia Militar informa que as equipes atuam nas ruas de Niterói visando coibir ilícitos, seja mediante flagrante ou acionamento de denunciantes.

‘Além dos batalhões de área, o Comando de Polícia Ambiental (CPAm) também realiza ações constantes visando coibir esse tipo de crime e apreender produtos conhecidos como cerol e linha chilena’, diz a corporação e nota.

Em casos de localização de cerol e linha chilena, a população pode ligar para o Disque-Denúncia (21) 2253-1177 ou, para casos urgentes, pode acionar a Polícia Militar pela Central 190.

No Estado do Rio de Janeiro, a Linha Verde do Disque Denúncia pode ser contactada pelo telefone (21) 2253-1177 e pelo 0300 253 1177 (interior).

Fonte: Enfoco.

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