Sem acordo: Rodoviários do Rio mantêm ameaça de greve após nova rodada de negociações.
Política RJ

Sem acordo: Rodoviários do Rio mantêm ameaça de greve após nova rodada de negociações.


As negociações entre o Sindicato dos Rodoviários e o Rio Ônibus chegaram a um impasse crítico. Em mais uma rodada de conversas sobre o dissídio da categoria, que ocorre em junho, não houve avanço nas reivindicações de cerca de 20 mil profissionais, entre motoristas, fiscais e mecânicos.

O travamento da pauta tem um motivo externo: a crise financeira entre as empresas e o Poder Público. O presidente do sindicato, Sebastião José, foi comunicado de que as operadoras decidiram suspender qualquer tratativa salarial até que a Prefeitura do Rio libere repasses que estariam retidos.

Com o braço de ferro entre as empresas e o município, os trabalhadores ficam em meio a uma incerteza que aumenta a pressão por uma paralisação, já que o prazo para o acordo anual se aproxima.

“Estivemos sentados à mesa de negociação com João Gouveia, presidente do patronal, que afirmou que só voltará a discutir o assunto quando a prefeitura liberar os milhões, que segundo ele, ainda não foram pagos. Disse ainda que iria levar ao secretário de transportes toda a tratativa com o sindicato.

Em todos esses anos como sindicalista não lembro de algo parecido ter ocorrido”, disse Sebastião José.

Diante disso, o sindicato convocou para o dia 11 de junho, em sua sede, uma assembleia geral da categoria para expor o resultado das negociações. Na reunião, a categoria vai decidir os próximos passos que serão dados: o encaminhamento para buscar uma mediação junto à Justiça do Trabalho ou uma paralisação geral por tempo indeterminado da categoria.

“A data base de nosso dissídio é no dia 1º de junho, após essa data podemos convocar assembleia sem correr riscos de ir de encontro a lei trabalhista. Vale lembrar que temos até o final do mês de maio para que a negociação seja reaberta e haja uma contra proposta por parte do Rio Ônibus; se ela vier levaremos para que a categoria decida se ela é valida ou não.

Espero sinceramente que a situação entre a prefeitura e o Rio Ônibus seja resolvida para que os usuários mais uma vez não paguem o preço dessa briga de poderes”, disse o presidente do sindicato.

Segundo Sebastião José, a pauta de reivindicações é ampla e foca tanto na valorização salarial quanto na garantia de direitos. Entre as prioridades da categoria estão o reajuste dos salários para R$ 5 mil (motoristas de articulados) e R$ 4 mil (demais motoristas), além de um tíquete-alimentação fixado em R$ 1 mil.

No campo das garantias trabalhistas, o sindicato exige a mudança da data-base para 1º de março, a implementação da jornada 5×2 e o fim dos contratos temporários no BRT, com a devida contratação via CLT. A lista de demandas inclui ainda a manutenção do passe livre, a indenização dos 30 minutos de intervalo para almoço e a oferta de planos de saúde e odontológico para os trabalhadores.

Fonte: Diário do Rio.

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