Tatiana Roque propõe parque municipal em área de Mata Atlântica em Laranjeiras
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Tatiana Roque propõe parque municipal em área de Mata Atlântica em Laranjeiras


A vereadora Tatiana Roque apresentou na Câmara Municipal do Rio de Janeiro o Projeto de Lei nº 2182/2026, que declara de interesse público uma área localizada no Morro São Judas Tadeu, em Laranjeiras, para a criação do Parque Municipal de Laranjeiras.

A proposta envolve lotes do Projeto Aprovado de Loteamento nº 49378, em área de encosta com densa vegetação de Mata Atlântica, na IV Região Administrativa, dentro da Área de Planejamento 2. Pelo texto, o Poder Executivo deverá designar os órgãos competentes e as equipes responsáveis pelos estudos necessários para viabilizar a implantação do parque.

A criação do novo espaço atende a uma antiga reivindicação de moradores de Laranjeiras, que defendem a preservação da área verde e sua transformação em um equipamento público de lazer, convivência, esporte, cultura e educação ambiental.

Parque uniria Parque da Alice e Chácara Modesto Leal

Na justificativa, a vereadora afirma que o Parque Municipal de Laranjeiras surgiria da união do Parque da Alice com o terreno da Chácara Modesto Leal. Juntas, as áreas formariam um conjunto de cerca de 65 mil m² de área verde preservada.

A Chácara Modesto Leal é apontada no projeto como uma das últimas grandes chácaras que acompanhavam o curso do Rio Carioca no século XIX. Parte do terreno mantém cobertura vegetal de Mata Atlântica, que se estende morro acima em direção a Santa Teresa.

A área também tem valor paisagístico, com vista para pontos como o Pão de Açúcar e a Baía de Guanabara. Além disso, integra uma vertente importante do vale do Rio Carioca e fica em área relacionada ao ecossistema da bacia hidrográfica do rio.

Preservação da encosta e educação ambiental

Entre os objetivos do projeto estão recuperar e preservar o ecossistema local, permitir estudos científicos sobre fauna e flora, promover atividades de lazer, cultura, esporte e educação ambiental e proteger a vegetação da encosta.

O texto também prevê a preservação do corredor florestal contíguo ao Parque da Alice e da vegetação próxima ao Parque Guinle. A proposta cita ainda a contribuição para a proteção do sítio Rio de Janeiro: Paisagens Cariocas entre a Montanha e o Mar, reconhecido pela Unesco como Paisagem Cultural Urbana.

Outro ponto destacado é o papel da área verde na amenização da temperatura local, tema que ganhou peso diante dos efeitos da emergência climática na cidade.

Gestão ficaria com a Prefeitura

Pelo projeto, a tutela e a gestão do Parque Municipal de Laranjeiras caberiam ao Poder Executivo, por meio do órgão competente. O texto também permite que a área seja adotada por pessoas físicas ou jurídicas, conforme a Lei nº 5.

788/2014, desde que seja garantido o amplo acesso público.

A Prefeitura também teria que elaborar programas de preservação ambiental, fiscalizar intervenções na área de influência do parque e criar projetos voltados ao uso sustentável dos recursos naturais e paisagísticos da região.

O projeto determina ainda a elaboração de um Plano de Manejo para o parque, com apoio de entidades acadêmicas e da sociedade civil.

Fonte: Diário do Rio.

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