Ressaca no Rio mata tilápias na Lagoa da Tijuca
“Maré de sizígia (extremamente alta) com ressaca é igual a remeximento do fundo podre das lagoas. São 50 anos de degradação”, diz biólogo
A ressaca desta terça (12/05) não atingiu apenas as ruas do Leblon. Desde o dia anterior, muitas tilápias apareceram mortas na Lagoa da Tijuca.
Quem conta é o biólogo Mario Moscatelli.
“Maré de sizígia (extremamente alta) com ressaca é igual a remeximento do fundo podre das lagoas, fruto de 50 anos de degradação ininterrupta. Com isso, há liberação de metano e gás sulfídrico (cheiro de ovo podre) e aumento da demanda biológica de oxigênio dentro da água, causando intoxicação e sufocamento dos peixes, que morrem”, explica.
Segundo ele, milhares de tilápias acabam fugindo para galerias de águas pluviais em busca de oxigênio, enquanto jacarés e aves aproveitam o buffet liberado pela natureza. “Nada se perde, tudo se transforma.
Tem jeito? Claro que sim!
Mas vai levar algum tempo e dá trabalho! A expectativa é reduzir o lançamento de esgoto nas lagoas e avançar com as dragagens em andamento.
Infelizmente, ninguém sai da UTI e vai jogar bola!” , diz Moscatelli.
O Rio registrou a madrugada mais fria do ano: 13,3°C na estação da Vila Militar, às 4h, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Ao mesmo tempo, a cidade enfrentou forte ressaca no mar, que provocou a interdição de um trecho da Avenida Delfim Moreira, no Leblon.
De acordo com o Centro de Operações Rio, a rua foi fechada por volta das 3h, na altura do Posto 11, no cruzamento com a Avenida Bartolomeu Mitre, para limpeza, depois que a água do mar invadiu a pista.
Fonte: VEJA RIO.
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