Greve de ônibus no Rio tumultua retorno para casa, lota terminais e faz tarifa de apps disparar
A greve dos rodoviários no Rio de Janeiro, iniciada à meia-noite desta segunda-feira, já afetava o deslocamento pela manhã e agravou o cenário no retorno para casa. No início da tarde, quem saiu mais cedo do trabalho, por causa do fim de expediente antecipado devido ao jogo do Brasil na Copa do Mundo, encontrou ônibus escassos e pontos de parada tomados por filas extensas.
Nas principais vias da cidade, poucos coletivos circulam, e quando um ônibus chega, é rapidamente ocupado por dezenas de passageiros. Muitos seguem viagem em pé, apertados nos corredores, enquanto outros aguardam por mais de uma hora.
Terminais lotados e espera prolongada
No Terminal Gentileza e em pontos do Centro, o cenário era de superlotação e impaciência. Linhas como 606 e SV606 chegaram a registrar até duas horas de espera, segundo passageiros, quando em dias normais o intervalo não passa de minutos, informa O Globo.
A situação gerou confusão em filas, com reclamações de usuários que tentavam embarcar em meio à grande demanda. A redução da frota disponível intensificou o fluxo e aumentou o tempo de deslocamento para diferentes bairros do Rio.
Aplicativos com tarifas em alta
Com a dificuldade no transporte público, muitos passageiros recorreram aos carros por aplicativo. Porém, a alternativa também se tornou um problema: os preços chegaram a subir até o dobro do valor habitual em trajetos curtos.
De acordo com usuários, uma corrida entre o Centro e Copacabana, que normalmente custa cerca de R$ 30, chegou a ultrapassar R$ 50 durante o pico da greve.
Impacto no deslocamento dos trabalhadores
Trabalhadores que saíram mais cedo para acompanhar a rotina reduzida por causa do jogo da Seleção Brasileira também foram afetados. Muitos relataram atrasos e incerteza sobre o horário de chegada em casa.
Casos como o de passageiros que aguardavam ônibus por mais de uma hora se repetem em diferentes regiões da cidade, evidenciando o impacto direto da paralisação na mobilidade urbana.
Reivindicações e operação reduzida
A paralisação foi deflagrada após decisão da categoria, que reivindica piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de articulados, além de reajuste no vale-alimentação e adoção da escala 5×2.
Segundo o Rio Ônibus, cerca de 860 coletivos circularam, de um total previsto de 1,8 mil, mesmo com determinação judicial para manter 50% da frota em operação.
Reforço nos transportes e negociação
Diante da greve, trens e metrô foram reforçados para absorver parte da demanda. A operação emergencial busca reduzir os impactos da paralisação até que haja avanço nas negociações entre rodoviários e empresas.
Uma audiência de mediação no TRT-1 está marcada para esta terça-feira, com expectativa de acordo que possa encerrar a greve e normalizar o transporte público na capital fluminense.
Fonte: Agenda do Poder.
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