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Greve dos Rodoviários: Viações afirmam que 25 ônibus foram vandalizados em piquetes


A greve dos rodoviários do município do Rio de Janeiro começou nas primeiras horas desta segunda-feira (29) com reflexos imediatos para a população. Além da redução na oferta de ônibus, o primeiro dia da paralisação foi marcado por atos de vandalismo contra coletivos, atrasos no transporte público e uma pessoa ferida durante uma das ocorrências.

A mobilização ocorre justamente em um dia de ponto facultativo nas repartições municipais, decretado em razão da partida da seleção brasileira contra o Japão, válida pela segunda fase da Copa do Mundo. A categoria iniciou a paralisação à meia-noite, após decisão tomada em assembleia realizada no domingo (28), e informou que a greve é por tempo indeterminado.

Ônibus vandalizados e operação reduzida

De acordo com o Rio Ônibus, sindicato que representa as empresas de transporte da capital fluminense, ao menos 25 ônibus foram depredados durante piquetes realizados na madrugada. Segundo informações apuradas pelo Bom Dia Rio, uma pessoa ficou ferida em uma das ações.

Até a última atualização, ainda não havia confirmação se a vítima era motorista ou passageiro.

Mesmo com a paralisação, o Rio Ônibus informou que cerca de 600 coletivos deixaram as garagens para atender a população. Ainda assim, usuários relataram longas esperas nos pontos de ônibus ao longo da manhã.

A circulação mínima da frota foi determinada por decisão liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região. A Justiça estabeleceu que as empresas devem manter pelo menos 50% dos ônibus em circulação nos horários de maior movimento e 25% nos períodos de menor demanda.

O descumprimento da decisão poderá resultar em multa diária de R$ 50 mil, aplicada separadamente ao Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio de Janeiro (Sintrucad-Rio) e ao Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus).

Prefeitura acompanha a paralisação

Enquanto o sistema convencional enfrenta restrições, a Prefeitura do Rio informou que a operação do BRT, administrada pela MOBI-Rio, segue normalmente, mantendo a programação prevista para dias úteis.

Em nota, o município afirmou:

“A Prefeitura do Rio acompanha a situação e reforça que adotará as medidas necessárias para reduzir os impactos à população e garantir o direito de ir e vir dos cariocas, inclusive já solicitou à Justiça o aumento deste percentual.”

Categoria mantém reivindicações

O impasse entre trabalhadores e empresas gira em torno da campanha salarial da categoria. Segundo o sindicato dos rodoviários, os trabalhadores mantêm a proposta de dissídio já encaminhada ao Rio Ônibus e afirmam que não abrirão mão das reivindicações apresentadas.

Entre os principais pedidos estão a alteração da data-base para 1º de março, salário de R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e de R$ 4 mil para os demais motoristas, extinção dos contratos temporários e contratação dos profissionais do BRT pelo regime da CLT.

A pauta também inclui tíquete-alimentação de R$ 1 mil, jornada de trabalho no regime 5×2, manutenção do passe livre para a categoria, indenização dos 30 minutos destinados ao intervalo de almoço e a oferta de planos de saúde e odontológico.

Segundo o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas prevê reajustes considerados insuficientes pelos trabalhadores. Pelos cálculos da entidade, o salário do motorista de ônibus convencional passaria de R$ 3.

420,16 para R$ 3. 570,31, um aumento de R$ 150,15.

Já o motorista de articulado da categoria “E” teria remuneração elevada de R$ 4. 104,18 para R$ 4.

284,35, acréscimo de R$ 180,17.

No auxílio-alimentação, a proposta elevaria o benefício de R$ 660 para R$ 689, representando reajuste de R$ 29.

Sem acordo entre as partes, a greve segue por tempo indeterminado.

Fonte: Agenda do Poder.

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