Segurança Pública

Polícia apura fraude bilionária ligada a banco extinto no Rio


A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou na quinta-feira (25) uma operação para

investigar um suposto esquema de fraude envolvendo a reativação do Banco de

Crédito Móvel S. A.

, instituição liquidada oficialmente na década de 1960. Segundo as

investigações, a manobra teria como objetivo a apropriação indevida de um crédito

superior a R$ 1 bilhão.

A ação, conduzida pela Delegacia de Defraudações, cumpre 12 mandados de busca e

apreensão em endereços de alto padrão no Recreio dos Bandeirantes, Barra da Tijuca,

Glória, Tijuca, Copacabana, Gávea e Botafogo. Entre os alvos estão acionistas do banco

e integrantes da cúpula da Junta Comercial do Estado do Rio de Janeiro, a Jucerja.

A polícia apura a participação do vice-presidente do órgão, Affonso D’Anzicourt Silva,

do secretário-geral Gabriel Oliveira de Souza Voi e do ex-presidente Sergio Tavares

Romay. A suspeita é de que a reativação tenha ocorrido em 2024, apesar de decisão

judicial contrária e parecer da Procuradoria da própria Junta.

Segundo a investigação, falsos acionistas teriam sido usados para dar aparência de

legalidade ao processo. A apuração também busca esclarecer quem teria se

beneficiado da medida e se houve participação de agentes públicos nas decisões

administrativas tomadas no caso.

O caso também envolve uma antiga disputa por um terreno de 153 mil metros

quadrados no Recreio dos Bandeirantes, avaliada em até R$ 2,5 bilhões com correções.

Investigadores suspeitam que a reativação irregular do banco teria sido usada para

interferir no litígio e tentar acessar valores eventualmente pagos pelo Estado.

Além da possível fraude societária, a Polícia Civil apura indícios de ligação dos

envolvidos com invasões de terrenos, fraudes imobiliárias e construção de

condomínios irregulares na Barra da Tijuca. O caso segue em investigação.

Fonte: O Fluminense.

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