Saúde

Aquela Miranda lança livro sobre os “Millennials”: “Outras prioridades”


Os nascidos entre 1981 e 1996, que cresceram pegando o finzinho do mundo analógico e o início do caos digital

A atriz, roteirista e cronista das redes sociais Aquela Miranda recebeu leitores para sessão de autógrafos do seu primeiro livro, Bug nos Millennials, nessa quinta (14/05), na Livraria da Travessa Botafogo. Teve conversa, mediada pela jornalista Yasmin Restum, virou quase uma terapia coletiva geracional — com muito humor, ironia e sensação permanente de que ninguém está conseguindo cumprir a cartilha do “adulto premium” vendida nas redes sociais.

Os millennials, ou geração Y — os nascidos entre 1981 e 1996 — cresceram pegando o finzinho do mundo analógico e o início do caos digital. E talvez por isso carreguem um certo burnout afetivo antes mesmo do café da manhã.

Aquela Miranda falou justamente sobre essa geração que chegou aos 30 e poucos tentando entender como faz planejamento de longo prazo depois de passar a adolescência inteira ouvindo Sandy & Junior, entrando no MSN e acreditando que a internet seria um lugar saudável.

“A gente viveu muito mais o agora e estamos chegando na fase dos 30 pensando em como vai ser a longo prazo. Acho que existe essa diferença de preocupações, que não sei se é boa ou ruim, mas traz um outro tipo de prioridade”, disse.

E tinha pauta para ninguém botar defeito: excesso de autocobrança, comparação nas redes, carreira que não deslanchou como prometeram, boletos emocionais, instabilidade financeira e a dificuldade quase arqueológica de encontrar relacionamentos minimamente decentes. Tudo num tom nostálgico sobre os “selvagens” anos 2000 — época em que o bullying acontecia quase com aval pedagógico, a Banheira do Gugu era entretenimento familiar de domingo e a internet ainda era “só mato”, sem algoritmo dizendo que você fracassou porque não acordou às 5h para meditar.

Com 200 mil seguidores, Aquela Miranda também faz sucesso no perfil @malhassaum, ao lado dos atores Fernanda Fuchs e Dig Verardi, numa mistura de humor, nostalgia e surtos coletivos que, convenhamos, define muito bem a vida adulta atualmente.

Fonte: VEJA RIO.

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