Profissionais de Enfermagem de Rio das Ostras têm decreto que ampliava jornada anulado pela Justiça
Rio Das Ostras

Profissionais de Enfermagem de Rio das Ostras têm decreto que ampliava jornada anulado pela Justiça


Decisão judicial suspende mudança imposta sem negociação; deputada Lilian Behring reforça apoio à categoria


Os profissionais de enfermagem de Rio das Ostras respiraram aliviados após uma decisão da Justiça derrubar o Decreto Municipal nº 4266/2025, que aumentava a carga horária mensal de 160 para 176 horas — e isso sem nenhuma compensação salarial.

A medida tinha sido assinada pelo prefeito Carlos Augusto Balthazar, mas não demorou muito para ser questionada na justiça. O motivo? Ela foi considerada ilegal, por ir contra a lei municipal e também por descumprir o que estava previsto no edital do concurso público desses trabalhadores.

A mudança pegou muita gente de surpresa e gerou revolta entre enfermeiros, técnicos e auxiliares, que já lidam com uma rotina bastante exigente. A falta de conversa com a categoria e o desrespeito à Lei Municipal nº 066/2019, que define como deve ser a jornada em situações de risco, foram alguns dos principais motivos de reclamação.

Lilian Behring cobra explicações e defende categoria

Decisão judicial suspende decreto que aumentava a carga horária de forma unilateral e garante alívio à enfermagem de Rio das Ostras.
Após pressão de profissionais e atuação firme de Lilian Behring, Justiça anula medida que ampliava jornada sem diálogo ou compensação / Foto: Ascom Alerj

A deputada estadual Lilian Behring, que é enfermeira de formação, entrou de cabeça nessa história. Em maio, ela esteve pessoalmente em Rio das Ostras cobrando respostas do prefeito e chamou atenção para o fato de que o decreto era ilegal. “A mudança foi arbitrária e ignorou a exaustão desses profissionais, que são essenciais para o sistema de saúde”, disse ela.

O sindicato da categoria entrou com uma ação pedindo a suspensão do decreto e a Justiça acatou o pedido. Para Lilian, essa foi uma vitória importante, mas ela lembra que ainda tem muito trabalho pela frente: “A luta por melhores condições continua. É preciso garantir que os direitos desses trabalhadores sejam respeitados de forma permanente”.

O que vem pela frente

Com a decisão, a carga horária volta ao que era antes: 40 horas semanais, conforme estabelecido no edital do concurso. Mesmo com essa conquista, os profissionais seguem pedindo melhorias estruturais e reajustes salariais. A pressão agora é toda sobre a prefeitura, que vai precisar mudar seu jeito de agir e abrir um canal de diálogo com os servidores.

“A saúde desses servidores não pode ser negligenciada. Vamos monitorar de perto para evitar novos retrocessos”, reforçou a deputada, deixando claro que continuará ao lado da categoria.

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