Movimentos sociais protestam contra tarifaço dos EUA em frente ao consulado no Rio
Rio de Janeiro

Movimentos sociais protestam contra tarifaço dos EUA em frente ao consulado no Rio


Manifestação denuncia ataque à economia brasileira e defende soberania nacional

Nesta sexta-feira (1º de agosto), a partir das 18h, movimentos sociais realizarão um ato público em frente ao Consulado dos Estados Unidos, no Centro do Rio de Janeiro. A manifestação é uma resposta ao tarifaço imposto pelo governo norte-americano de Donald Trump contra produtos brasileiros.

A mobilização é convocada pela Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e pelo Plebiscito Popular, que denunciam a medida como um ataque direto à economia nacional, com efeitos negativos para a indústria, o emprego e a soberania do país.

Segundo os organizadores, o protesto busca chamar atenção para as consequências do alinhamento automático de setores da política brasileira aos interesses norte-americanos. “Enquanto os EUA impõem tarifas abusivas, há quem aqui ainda defenda a submissão econômica como estratégia. É preciso reagir com firmeza e mobilização popular”, afirmam os coletivos em nota conjunta.

A deputada estadual Dani Balbi (PCdoB-RJ), que apoia a mobilização, destaca a relevância política do ato:

“Esse protesto é uma resposta concreta ao ataque econômico dos EUA. Mas, mais do que isso, é também uma afirmação de que o povo brasileiro não aceitará ser submetido aos interesses de uma potência imperialista. Defender a soberania é tarefa central neste momento de transição geopolítica”.

O ato deve contar com faixas, falas públicas, intervenções culturais e panfletagem, com foco em denunciar o caráter lesivo das medidas adotadas por Washington. Os movimentos também cobram do governo brasileiro uma posição firme de defesa dos interesses nacionais, inclusive com o fortalecimento da articulação com países do Sul Global e com o bloco dos BRICS.

O ato desta sexta-feira ocorre em meio a uma série de debates sobre o papel do Brasil na nova configuração internacional e sinaliza que os movimentos populares pretendem disputar esse tema também nas ruas.

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