Áreas dominadas por milícias na região metropolitana do Rio de Janeiro cresceram 378% nos últimos 16 anos, representando atualmente 49,9% do território da Grande Rio, de acordo com dados da ONG Fogo Cruzado.
Desde 2021, confrontos entre diferentes grupos de milicianos na zona oeste da cidade têm levado a uma escalada da violência. A morte de Ecko, um dos líderes milicianos, desencadeou uma luta pelo poder entre esses grupos, o que permitiu o avanço de facções de traficantes na região.
Em 2023, a ONG Fogo Cruzado relatou um aumento de 54% nos tiroteios em relação ao ano anterior, bem como um aumento de 123% no número de mortes em decorrência da violência.
O estado do Rio de Janeiro enfrenta desafios significativos na restauração da ordem e da segurança na região. O governador Cláudio Castro afirmou que o crime não o desafiaria, mas os dados sugerem um quadro desafiador.
A ausência de uma secretaria de Segurança Pública, que foi extinta durante o mandato do ex-governador Wilson Witzel, representa uma lacuna crítica na gestão da segurança no estado. A necessidade de um plano estratégico para recuperar o controle sobre as áreas controladas pela milícia é evidente, requerendo coordenação entre as forças de segurança, aplicação da lei e medidas preventivas para enfrentar a escalada da violência na região.
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