Por José Roberto Medeiros
As trabalhadoras e trabalhadores da educação pública do Estado do Rio de Janeiro estão em greve desde 17 de maio de 2023 pelo pagamento do piso salarial nacional da educação, estabelecido pela lei nº 11.738, de 16 de junho de 2008.
Atualizado no início do ano de 2023, o piso salarial corresponde ao valor de R$ 4.420,55 pago para o profissional docente na jornada de 40h por semana. No estado do Rio de Janeiro, a defasagem em relação ao piso salarial é superior a 20% no início da carreira. Ou seja, as profissionais e os profissionais da educação pública do Rio de Janeiro recebem (em média) 20% a menos do que fazem jus.
Em contrapartida, o governo Claudio Castro (PL), segundo o sindicato da categoria, quer desmontar o Plano de Carreiras, Cargos e Salários (PCCS) da educação pública fazendo um ajuste do salário apenas para quem recebe abaixo do piso, sem respeitar os percentuais de tempo de serviço e de formação dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação.
A greve é uma realidade e está nas ruas. O governador Claudio Castro, por sua vez, não negocia com a categoria e, assim, deixa os estudantes e as estudantes sem aula.
Leia também no Rio Carta:
- CET-Rio interdita Rebouças, Santa Bárbara e outros túneis nesta segunda
- CET-Rio monta esquema especial de trânsito para Fluminense x Independiente Rivadavia no Maracanã
- Paes oficializa candidatura ao governo do RJ pelo PSD com Jane Reis de vice
- Prefeitura do Rio e Sebrae lançam Nave Empreendedora em cinco bairros
Carregando comentários...