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Jogos olímpicos

Rio celebra 10 anos da Olimpíada com oficinas e homenagens no Parque Olímpico


A Prefeitura do Rio deu continuidade, neste sábado (08/08), às comemorações pelos dez anos dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. A celebração ocorreu no Ginásio Educacional Olímpico (GEO) Isabel Salgado, no Parque Olímpico da Barra, com oficinas esportivas e homenagens a atletas que participaram das competições na cidade.

O secretário municipal de Esportes, Bruno Ramos, conduziu a cerimônia e homenageou nomes como os irmãos ginastas Daniele e Diego Hypólito, o ponteiro de vôlei Douglas Souza, o judoca Wilians Silva de Araújo e a atleta de vôlei sentado Camila Leiria. Na ocasião, também foram inauguradas duas esculturas alusivas às comemorações.

‘Este equipamento (GEO Isabel Salgado) é um legado na veia! São mil alunos estudando aqui, com direito a praticar esportes. Temos também mais de 5 mil pessoas participando de atividades esportivas, em 26 modalidades. É fantástico comemorar dez anos dos Jogos Olímpicos. Temos uma gestão que pensa em políticas públicas. O legado olímpico do Rio está espalhado por toda a cidade’, destacou Bruno Ramos.

Campeão olímpico de vôlei no Rio, Douglas Souza ressaltou o impacto do legado na vida das pessoas. ‘Temos muita coisa para lutar ainda. Mas só de ter uma escola incrível (Isabel Salgado), que põe as crianças no esporte, já as tira da rua e dá um propósito para mudarem de vida, como mudou a minha. Precisamos de mais escolas iguais a essa’, afirmou.

O judoca Wilians Silva de Araújo, medalhista de prata paralímpico, contou como o esporte transformou sua trajetória. ‘O esporte, junto com a educação, é o maior meio de transformação social que temos. Sou do Complexo do Alemão. Morei um tempo na Vila Cruzeiro e, hoje, moro em Olaria. Foi o esporte que mostrou para mim o caminho certo e vitorioso. Só tenho a agradecer a prefeitura por toda a estrutura disponibilizada. O maior legado é o que deixamos para as crianças’, ressaltou.

O secretário municipal de Educação, Hugo Nepomuceno, afirmou que a cidade é exemplo mundial. ‘O legado olímpico carioca é simbólico e inspirador. Esta arena, que virou uma escola, é o primeiro exemplo de legado para o mundo inteiro. São estudantes do 1° ano da alfabetização até o 9° ano do ensino fundamental. O mais incrível disso é ter crianças e adolescentes estudando em um lugar em que atletas nacionais e internacionais se superaram, inspiraram gerações e ganharam suas medalhas. Além do desenvolvimento acadêmico, com oferta de ensino em tempo integral, os estudantes têm a oportunidade de ter o desenvolvimento esportivo’, disse.

Durante o dia, cerca de 500 alunos das vilas olímpicas do município participaram de oficinas de vôlei, judô, atletismo, levantamento de peso, esgrima, remo, ginástica artística e boxe. Atletas olímpicos interagiram com as crianças e jovens, estimulando a prática esportiva e a difusão dos ideais do Olimpismo.

‘É uma oportunidade única estar com um ex-atleta olímpico. O esporte abre portas para mudar a vida. É focar, acordar cedo e treinar’, disse Larissa Vitória Monteiro, de 16 anos, atleta da Vila Olímpica Clara Nunes, em Acari, na Zona Norte.

Daniele Hypólito, ex-atleta da ginástica olímpica, também foi homenageada. ‘Foi incrível poder competir em casa, com a torcida a nosso favor, em 2016. Poder juntar educação e esporte é fundamental. Esse é o verdadeiro legado que se deixa, utilizando a estrutura que foi feita para que dê segmento para outros jovens atletas junto com a educação’, destacou.

Além das oficinas e homenagens, Bruno Ramos inaugurou duas esculturas das logomarcas dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. As obras foram instaladas na entrada do GEO Isabel Salgado e permanecerão no local para visitação.

Legado em números

Desde 2021, quando o plano de legado foi retomado após um hiato de quatro anos, foram realizados 179 eventos esportivos nas arenas municipais do Parque Olímpico, incluindo competições nacionais, continentais e mundiais.

Em junho deste ano, a Arena Carioca 1, o Centro Olímpico de Tênis e o Velódromo foram concedidos à iniciativa privada. Parte dos recursos obtidos será destinada a iniciativas socioesportivas nas Vilas Olímpicas.

O Velódromo, que recebeu as competições de ciclismo nos Jogos, hoje oferece atividades gratuitas para 4.300 pessoas por mês, em 34 modalidades, e abriga o Rio Museu Olímpico, inaugurado em agosto de 2025.

A Arena Carioca 3, que sediou taekwondo e esgrima nas Olimpíadas e judô nas Paralimpíadas, foi transformada no GEO Isabel Salgado, a primeira arena olímpica convertida em escola pública municipal. A unidade tem 24 salas de aula e beneficia cerca de mil alunos em tempo integral. Atualmente, são 12 GEOs na rede, com 5.494 alunos.

A Arena do Futuro, que recebeu handebol e goalball, foi desmontada para dar lugar a quatro Ginásios Educacionais Tecnológicos (GETs) em Bangu, Campo Grande, Rio das Pedras e Santa Cruz, beneficiando cerca de 1.700 alunos. As estruturas das arquibancadas e da cobertura foram doadas ao Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, ampliando sua capacidade de 5.044 para 16 mil espectadores.

As informações são da prefeitura.rio.

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