Tolerância zero

Tolerância Zero chega à 3ª fase com 600 agentes na orla do Rio


A Prefeitura do Rio e as forças de segurança do Estado anunciaram, nesta segunda-feira (03/08), a expansão do Programa Tolerância Zero nos bairros de Copacabana, Leme, Ipanema e Leblon. A nova fase amplia o efetivo e o raio de ação, com foco na segurança de quem usa a orla e no combate ao crime organizado.

Segundo a prefeitura.rio, a partir desta quarta-feira (05/08), serão quase 600 agentes municipais, integrados a 140 agentes das Forças de Segurança do Governo do Estado, por meio do Programa Estadual de Integração na Segurança (PROEIS). A operação também contará com policiais dos 19º e 23º Batalhões de Polícia Militar, com 151 PMs em dias úteis, 289 aos sábados e 263 aos domingos.

O prefeito Eduardo Cavaliere destacou o sucesso das duas primeiras semanas do programa. ‘As duas primeiras semanas do Tolerância Zero foram muito bem sucedidas, com o uso de inteligência, vigilância, informação, ocupação prévia do território e controle de acesso a áreas que tinham atividades de grupos criminosos, com o uso de uma rede de depósitos ilegais’, afirmou. Ele reforçou que o trabalho é permanente e vai avançar para outras áreas da cidade.

A atuação será expandida para as Avenidas Nossa Senhora de Copacabana e Rainha Elisabeth, em Copacabana, para a Rua Prudente de Morais, em Ipanema, e para a Avenida General San Martin, no Leblon. Os agentes vão atuar diariamente em fiscalizações de ordenamento urbano, patrulhamento preventivo e controle do trânsito.

O secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos, classificou a orla como patrimônio do Rio e ativo estratégico para o turismo. ‘O fortalecimento da segurança nesse espaço é uma medida estratégica para preservar a ordem pública, proteger quem trabalha de forma regular, combater a criminalidade e garantir um ambiente cada vez mais seguro para moradores e visitantes’, disse.

Nesta terceira fase, o programa ganha 220 agentes da Secretaria Municipal de Ordem Pública, somando 540 na atuação diária. Também será implantada fiscalização de trânsito focada em motos ilegais na área do Tolerância Zero e em seus principais pontos de acesso, durante todos os dias da semana.

O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, explicou a estratégia. ‘O Tolerância Zero é um programa de inteligência territorial e de dados estratégicos, com muita integração com o Governo do Estado, para que possamos quebrar de vez a cadeia logística criminosa que se instaurou em diversos pontos da Orla do Rio’, afirmou. Ele disse que a prefeitura e o estado não vão recuar na retomada do espaço público.

A coletiva contou com a presença do secretário de Governo do Estado e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Roberto Leão, do secretário de Polícia Civil, delegado Delmir Gouvea, do secretário de Estado de Polícia Militar, coronel Sylvio Guerra, do secretário da Casa Civil da Prefeitura, Leandro Matieli, e do inspetor-geral da Guarda Municipal, Itaharassi Bomfim Júnior.

Roberto Leão destacou o papel do GSI na integração. ‘O GSI é o elo de convergência das instituições que integram o Programa Tolerância Zero. Nosso trabalho é integrar capacidades, alinhar estratégias e garantir uma atuação coordenada entre os órgãos do Estado’, afirmou.

O coronel Sylvio Guerra, da Polícia Militar, reforçou o compromisso da corporação. ‘A Operação Tolerância Zero reforça o compromisso da Polícia Militar com a preservação da ordem pública e o enfrentamento qualificado da criminalidade’, disse.

Em sua segunda semana, o programa sofreu represálias de criminosos. Policiais civis da 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana) prenderam dois homens envolvidos no ataque com coquetel molotov a uma viatura da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), no dia 23 de julho. A Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública (CIVITAS Rio) reconstituiu a dinâmica do atentado em 48 horas, ajudando na identificação dos autores.

O secretário de Polícia Civil, delegado Delmir Gouvea, afirmou que o ataque foi prontamente investigado e solucionado. ‘Vamos identificar e prender todos aqueles que agirem, seja contra o patrimônio da prefeitura ou contra a população, e estejam praticando crimes na orla da Zona Sul’, disse.

Na primeira fase, o programa ocupou permanentemente o calçadão da Zona Sul. Foram apreendidos mais de mil equipamentos e objetos sem nota fiscal, além de alimentos e bebidas sem comprovação de origem. Na segunda fase, foram interditados cinco depósitos ilegais, três em Copacabana e dois no Leme, com capacidade de gerar cerca de R$ 655 mil mensais para o crime organizado.

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