Foto: Chensiyuan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
A Comlurb vai antecipar a comemoração do Dia Internacional para a Conservação do Ecossistema de Manguezais, celebrado em 26 de julho, com uma operação de limpeza na área de mangues da Península do Caju, na Zona Portuária. A ação ocorre na quinta-feira, dia 23, no entorno da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Alegria, operada pela concessionária Águas do Rio, com supervisão do biólogo Mário Moscatelli.
O objetivo é remover resíduos historicamente acumulados nessa área, uma das mais impactadas pela poluição na Baía de Guanabara. A equipe da Comlurb será formada por 30 garis, com apoio de dois caminhões compactadores.
‘Esta será a terceira ação conjunta realizada no local em apoio ao importante trabalho conduzido pelo biólogo Mário Moscatelli e seus parceiros na recuperação do manguezal da Península do Caju. A Comlurb tem orgulho de contribuir para uma iniciativa que alia preservação ambiental, recuperação de ecossistemas e conscientização da população sobre a importância da destinação correta dos resíduos. Cuidar dos manguezais é proteger a biodiversidade, melhorar a qualidade ambiental da Baía de Guanabara e investir em um futuro mais sustentável para a cidade’, destaca o presidente da Comlurb, Renato Rodrigues, segundo a prefeitura.rio.
A ação acontece anualmente desde 2024 e remove, em média, nove toneladas de resíduos por edição. O serviço integra os esforços do projeto Mangue da Alegria, coordenado por Mário Moscatelli em parceria com a Águas do Rio, voltado à recuperação desse ecossistema.
O projeto já removeu centenas de toneladas de resíduos do manguezal e promoveu o plantio de milhares de mudas de espécies nativas, contribuindo para a restauração da vegetação, o retorno da fauna e a recuperação de um importante berçário da vida marinha. A meta, segundo a Águas do Rio, é revitalizar 8,2 hectares de manguezal, reforçando a proteção da biodiversidade, a captura de carbono e a resiliência da Baía de Guanabara.
Renato Rodrigues ressalta ainda que a experiência bem-sucedida conduzida por Moscatelli também se estende ao Aterro Metropolitano de Gramacho, em Duque de Caxias, e já recuperou 60 hectares (600.000 m²), constituindo a maior área de manguezal restaurada da Baía, com resultados ambientais significativos, como o retorno de peixes, moluscos e crustáceos.
‘Os resultados obtidos ao longo dos anos demonstram que a recuperação ambiental é possível quando há cooperação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil. O trabalho desenvolvido em Gramacho e agora no Caju mostra que investimentos consistentes em restauração ecológica geram benefícios concretos para o meio ambiente e para a população’, encerra o presidente da Comlurb.
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