Curta periferias

Curta Periferias chega ao Complexo da Maré após sucesso na Rocinha


Após o sucesso na Rocinha, o projeto Curta Periferias chega ao Complexo da Maré. A iniciativa, da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, da RioFilme, da Uniperiferias, do Bela Maré e do Observatório de Favelas, agora conta com a parceria da Firjan Sesi.

O projeto é voltado para moradores do Complexo da Maré e região, com idades entre 15 e 35 anos. As inscrições vão até 28 de julho e devem ser feitas por formulário online, disponível na internet. Também é possível ir até a sede da Navezinha Carioca da Maré (Rua Sargento Silva Nunes, 608, sala 43, Shopping Win) para imprimir e preencher o formulário no local.

Os participantes receberão formação sobre introdução e prática do audiovisual com uso do celular. O curso aborda desde conceitos fundamentais até a produção de um curta-metragem, incluindo etapas de produção, funções no processo criativo, roteiro, técnicas de filmagem e edição com ferramentas gratuitas.

O secretário municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio, Gabriel Medina, destacou a importância do projeto: ‘Entendemos que o cinema é uma importante ferramenta tecnológica. Por meio das Navezinhas, presentes nas favelas, conectamos o audiovisual, a inovação e a economia criativa para transformar comunidades em autênticos ecossistemas de inovação. Com isso, promovemos a autonomia local, a prosperidade e o desenvolvimento territorial. O fortalecimento das parcerias e o resultado gerado pelo Curta Periferias consolidaram o sucesso do programa, que entra em fase de expansão. O Complexo da Maré será a próxima comunidade contemplada. Vamos garantir que as comunidades possam visibilizar suas histórias, mostrando que favela é potência e criatividade’.

O diretor-presidente da RioFilme, Leonardo Edde, ressaltou o caráter inclusivo: ‘O Curta Periferias mostra exatamente o caminho que a Prefeitura do Rio, por meio da RioFilme e da Secretaria Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, está construindo: desenvolvimento territorial com formação, tecnologia, audiovisual e inclusão produtiva. Hoje, o celular, a câmera, a edição, a inteligência de dados, as redes e a narrativa fazem parte de um mesmo ecossistema. A verdadeira inclusão acontece quando os territórios não são apenas consumidores dessas ferramentas, mas passam a dominar a tecnologia para contar suas histórias, gerar renda, empreender e disputar espaço no mercado’.

O gerente de Educação Básica da Firjan SESI, Vinicius Mano, reafirmou o compromisso com os jovens: ‘Acreditamos que o audiovisual seja uma poderosa ferramenta de educação, expressão e transformação social. Ao integrar o Curta Periferias, a Firjan SESI soma a experiência do Cine SESI na formação de jovens produtores de conteúdo, incentivando o olhar crítico, a criatividade e o protagonismo juvenil, além de fortalecer a indústria criativa dentro do território. Esta parceria reafirma nosso compromisso com a valorização das narrativas periféricas e com a ampliação de oportunidades para que mais jovens possam contar suas próprias histórias, desenvolver novas competências e enxergar no audiovisual um caminho de desenvolvimento pessoal e profissional’.

O processo seletivo da Maré priorizará pessoas negras (pretas e pardas); mulheres; pessoas indígenas; pessoas LGBTQIAPN+; pessoas com deficiência e jovens em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A primeira edição do projeto foi realizada na Rocinha e região. O vencedor foi Walter Alves Barbosa Junior, com o curta-metragem ‘Corre Cria’, que recebeu R$ 1.500,00. Isabella do Anjos Alvarez ficou em 2º lugar com ‘Do Lado De Cá’ (R$ 1.000,00) e Maria Clara da Silva França em 3º com ‘Botânica no Beco’ (R$ 500,00).

No evento de encerramento do Curta Periferias Rocinha, que durou seis semanas, sete jovens se formaram e produziram curtas de um minuto com o celular. Além dos três primeiros lugares, participaram Miguel Almeida (‘Humano Sistemático’), Luiz Fernando Santos Alves (‘Periferia Brasil’), Dayana Dionisio Dos Santos, Maria da Mata e Ana Flavya Ferreira de Figueiredo (‘X-tudo de Cria’).

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