Foto: Chensiyuan / Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)
O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, em depoimento à Polícia Federal no dia 22 de fevereiro, expôs uma pressão exercida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e parlamentares do PL para contestar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2022 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o colunista Igor Gadelha do Metrópoles, Costa Neto relatou que, após a divulgação de um relatório do Instituto Voto Legal (IVL), contratado pelo PL para analisar o sistema de votação do Brasil, enfrentou coação para iniciar uma ação legal questionando o pleito.
De acordo com Costa Neto, a iniciativa de contratar o IVL foi uma ideia de Bolsonaro, sendo o instituto recomendado por Marcos Pontes, então Ministro da Ciência e Tecnologia e membro do PL-SP.
A situação intensificou-se com o "vazamento" do relatório, momento em que Bolsonaro e deputados do partido pressionaram pela ação no TSE.
Além disso, a Polícia Federal inquiriu Costa Neto sobre as chamadas "minutas do golpe", documentos encontrados na sede do PL em Brasília, que sugeriam ações para subverter a ordem democrática e impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Costa Neto afirmou ter recebido tais documentos, porém os considerou apócrifos e ilegais, alegando ter os destruído e rejeitado qualquer proposta de golpe.
Leia também no Rio Carta:
- Alexandre Isquierdo Moreira entrou na urna como Isquierdo Malafaia e fez 83.461 votos
- As cinco estradas do PSOL quatro começam na capital e uma na serra
- As duas primeiras cadeiras do PT um mapa concentrado na capital e outro no entorno
- Em Miguel Pereira o voto da Alerj não teve dono e passou por mil e cem nomes
Carregando comentários...