Estudo analisa peixes de Arraial do Cabo e identifica contaminação por metal pesado
Pesquisadores defendem a ampliação da vigilância sobre a presença de mercúrio em espécies marinhas comercializadas no estado do Rio de Janeiro após a divulgação de um estudo que identificou concentrações elevadas do metal em exemplares de bonito-pintado (Euthynnus alletteratus). A pesquisa também destaca que o fenômeno da ressurgência, comum na costa de Arraial do Cabo, pode contribuir para a circulação do contaminante no ambiente marinho.
O trabalho científico avaliou 30 peixes adquiridos no Mercado Municipal de Peixes de Cabo Frio entre janeiro e julho de 2018. As análises apontaram índices de mercúrio total variando de 0,034 mg/kg a 1,980 mg/kg.
Conforme os parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira, o limite permitido para peixes predadores é de 1,0 mg/kg. Os resultados mostraram que metade das amostras examinadas apresentou valores superiores ao máximo autorizado.
Publicado na revista científica Neotropical Ichthyology, o estudo foi conduzido por especialistas do Instituto Federal Fluminense (IFF), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM). Segundo os autores, o mercúrio pode ser transformado em metilmercúrio nos ecossistemas aquáticos, uma substância considerada mais tóxica e associada a impactos no sistema nervoso.
Por ocupar uma posição elevada na cadeia alimentar, o bonito-pintado tende a acumular maiores concentrações desse elemento ao longo da vida.
Fonte: Clique Diário.
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