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MPRJ denuncia policial civil que matou passageira de carro de aplicativo no Pechincha


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou nesta terça-feira (19) o policial civil Frede Uilson Souza de Jesus pela morte da designer de sobrancelhas Thamires Rodrigues de Souza de Jesus, baleada durante uma discussão de trânsito no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio.

Segundo a denúncia apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada do Núcleo Rio de Janeiro, o agente teria atirado contra um carro de aplicativo após um desentendimento envolvendo uma manobra de trânsito que bloqueou a passagem do veículo conduzido pelo policial.

Thamires estava no banco traseiro do carro de aplicativo quando foi atingida pelo disparo. Ela chegou a ser socorrida e levada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

A vítima foi baleada nas costas.

Crime após discussão no trânsito

De acordo com o MPRJ, a discussão começou depois de uma manobra realizada pelo motorista de aplicativo. Após o desentendimento, Frede Uilson teria efetuado disparos em direção ao veículo onde Thamires estava como passageira.

A Promotoria sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil e destaca que a vítima não teve qualquer possibilidade de defesa.

Ainda segundo a denúncia, o tiro foi disparado em uma via pública movimentada, colocando outras pessoas em risco. O Ministério Público também ressalta que a arma utilizada é de uso restrito.

Pedido de prisão

Além da denúncia criminal, o MPRJ pediu a prisão preventiva do policial civil. Segundo os promotores, a medida é necessária para garantia da ordem pública.

O Ministério Público também requer que Frede Uilson seja submetido a julgamento pelo Tribunal do Júri.

Outro pedido apresentado pela Promotoria envolve o pagamento de indenização mínima de R$ 100 mil para a família da vítima.

Depoimento

O caso ganhou repercussão após a divulgação de informações sobre o depoimento prestado pelo policial. Segundo relatos divulgados durante as investigações, Frede Uilson admitiu que efetuou o disparo mesmo sem visualizar quem estava dentro do veículo.

A morte de Thamires provocou forte comoção e reacendeu debates sobre violência armada, atuação policial fora de serviço e segurança no trânsito no Rio de Janeiro.

A denúncia apresentada pelo Ministério Público será analisada pela Justiça, que decidirá sobre o recebimento formal da acusação e sobre o pedido de prisão preventiva do policial civil.

Fonte: Agenda do Poder.

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