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Capivara espancada na Ilha se recupera e é reintegrada à natureza


Após meses de recuperação, a capivara que foi espancada por um grupo de oito homens na Ilha do Governador, foi reintegrada à natureza nesta quarta-feira (20). O roedor foi solto em uma reserva ecológica em Barra de Guaratiba, na Zona Oeste do Rio.

Desde março, quando aconteceu o espancamento, o animal estava sob cuidados da Patrulha Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), da Estácio Vargem Pequena.

Segundo o veterinário que acompanhou o caso, Jeferson Pires, a capivara deu unidade em estado grave, com um traumatismo craniano e uma lesão grave em um dos olhos.

O quadro complexo, no entanto, foi debelado pela equipe multidisciplinar, que recuperou completamente a capivara. Mesmo sem a visão de um olho, o animal ficou apto a retornar à vida livre – fora do ambiente urbano onde vivia, pois poderia ser atropelada.

O espancamento da capivara ganhou repercussão nacional, dada a gravidade da ação, registrada por câmeras de segurança. Na madrugada do dia 21 de março, as imagens mostram o animal andando na orla do Quebra Coco, no Jardim Guanabara, quando é abordada e agredida a pauladas por um grupo de oito homens.

O animal tentou fugir, mas foi cercado e golpeado até cair no chão. Os criminosos fugiram depois das agressões.

O animal ainda foi visto ferido pelas ruas do bairro, na manhã seguinte, antes de se esconder em um terreno baldio. A população acionou a Patrulha Ambiental, que resgatou a capivara em estado grave.

Após investigações, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA) identificou os agressores: seis adultos, que foram presos; e dois adolescentes, que foram apreendidos.

Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva pela Justiça.

Os homens foram denunciados pelo Ministério Público por crime ambiental e de maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa.

Os adolescentes foram internados e respondem por infrações análogas.

A capivara integrava uma família de animais que circulava pelo bairro da Zona Norte há anos e convivia pacificamente com a população.

Fonte: Diário do Rio.

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