Horas antes de ser decretada a intervenção na Turp, a CPTrans protocolou na Justiça o relatório operacional que avalia o cumprimento das metas da empresa. O documento, referente às medições de março, aponta que mais de quatro mil viagens não foram realizadas naquele mês, e que nenhuma das metas estabelecidas judicialmente para autorizar o aumento da tarifa de ônibus havia sido integralmente cumprida.
Na noite de quarta-feira (20), a Prefeitura decretou intervenção na empresa pelo período inicial de 120 dias, com possibilidade de prorrogação. Segundo o município, a medida foi motivada por problemas recorrentes que vinham causando prejuízos à população, como ônibus que deixam de cumprir viagens, falhas na qualidade do serviço e greves constantes.
No primeiro dia da intervenção, nesta quinta-feira (21), ao menos dois ônibus apresentaram problemas mecânicos. Um dos veículos quebrou no Centro da cidade e o outro no distrito da Posse.
De acordo com a CPTrans, os veículos foram recolhidos à garagem para manutenção e substituídos por veículos reserva, minimizando a interrupção do serviço. (veja nota completa abaixo)
Segundo o documento protocolado na Justiça pela CPTrans, houve queda no desempenho operacional no mês de março, em comparação aos meses anteriores. No total, foram registradas 4.
466 viagens não realizadas durante o período. Destas, 553 ocorreram por falhas mecânicas, 2.
056 pela falta de veículos disponíveis e 1. 893 por outras causas operacionais.
O documento também aponta piora na frota disponível para circulação. A média de veículos em operação caiu para 110 ônibus por dia útil, número inferior à meta contratual de 124 veículos, e abaixo da média registrada no mês anterior, que era de 114 veículos.
De acordo com a conclusão técnica da CPTrans, os dados demonstram que a indisponibilidade da frota segue como um dos principais fatores para o desempenho negativo da operação.
O relatório também indica que os problemas relacionados à manutenção da frota continuaram durante o mês de março. O índice de infrações mecânicas permaneceu com uma média de seis autuações diárias nas duas medições realizadas em março, o dobro da referência estabelecida, que é de três por dia.
Já as autuações por supressão de viagens registraram uma média de 17 autos por dia na primeira quinzena e 13 na segunda, números ainda muito acima do limite considerado aceitável, de quatro autos por dia.
O que dizem as autoridades
Questionada, a CPTrans informou que “Os relatórios operacionais dos últimos meses vêm evidenciando de forma consistente as dificuldades da empresa TURP em cumprir os padrões contratuais exigidos — quadro que foi determinante para a decisão de instaurar a intervenção administrativa iniciada nesta data.
A intervenção estabelece um controle mais rigoroso sobre a operação, com fiscalização mais criteriosa e regras mais exigentes para a liberação de veículos para circulação, de modo a reduzir as falhas mecânicas e o elevado número de viagens não realizadas.
Em relação às ocorrências desta manhã, os veículos de prefixo 6130 e 6415 foram recolhidos à garagem para manutenção e substituídos por veículos reserva, minimizando a interrupção do serviço.
O compromisso é com uma fiscalização mais presente e efetiva, que garanta à população um serviço de transporte público dentro dos padrões que o contrato exige.”
A Tribuna aguarda o posicionamento da Turp.
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Fonte: Tribunadepetropolis.
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