A investigação da Polícia Federal que apura suspeitas de irregularidades na Secretaria estadual de Educação do Rio ganhou novos desdobramentos após a divulgação de áudios atribuídos ao deputado estadual Thiago Rangel. Segundo reportagem exibida pelo RJ1, da TV Globo, mensagens extraídas de celulares apreendidos indicariam que o parlamentar dava ordens relacionadas à estrutura da pasta e negociava cargos públicos para aliados ligados ao tráfico.
De acordo com a reportagem, os investigadores tiveram acesso a conversas e gravações que apontariam uma atuação direta do deputado em decisões internas da Educação estadual, incluindo indicações para funções estratégicas e tratativas envolvendo obras em unidades escolares.
As mensagens analisadas pela PF também fariam referência ao loteamento de cargos públicos e à interlocução com pessoas investigadas por envolvimento com o tráfico de drogas. Os conteúdos foram obtidos durante apreensões realizadas no âmbito das investigações que miram supostas fraudes em contratos e serviços ligados à rede estadual de ensino.
Áudios e influência política
Segundo a Polícia Federal, os diálogos indicariam que Thiago Rangel mantinha influência sobre setores da secretaria, mesmo sem ocupar cargo executivo na pasta. Em um dos trechos citados pela reportagem, o parlamentar aparece dando orientações relacionadas a nomeações e movimentações internas.
Os investigadores suspeitam que a estrutura pública teria sido utilizada para acomodar indicações políticas e fortalecer alianças locais. A PF também apura se houve interferência em contratos e obras de escolas estaduais.
As informações divulgadas pelo RJ1 apontam ainda que aliados do deputado aparecem nas conversas discutindo ocupação de cargos estratégicos e relações com pessoas já monitoradas em outras frentes de investigação.
Deputado foi preso
Thiago Rangel foi preso durante a operação da Polícia Federal que investiga o suposto esquema. A corporação apura possíveis crimes relacionados a corrupção, fraude em contratos públicos e organização criminosa.
A defesa do parlamentar ainda pode se manifestar oficialmente sobre o conteúdo dos áudios e sobre as acusações apresentadas pelos investigadores. Até o momento, a PF afirma que o material apreendido segue em análise e pode gerar novos desdobramentos.
A investigação continua sob sigilo parcial e envolve cruzamento de dados obtidos em celulares, documentos e depoimentos colhidos ao longo da operação.
Ouça os áudios:
Fonte: Agenda do Poder.
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